Omegacast – Episodio 8 – Óóódio

29/11/2009



AEEEWWWW Galera, finalmente saibndo do fornoc e com muito trabalho  entrar no Omegacast 8 onde o Cheio de açucar  Claudio O Dragão Dourado, a  Heloisa, a Aya, o Wesley Pires e o  Trent falam as coisas que os deixam com odio.

Veja quem estava alucinado no cast, que não odeia odiando e quem chega a ter encomtro com velhos e cabras coloridas tocando falcão . Isto e muito mais nesse cast.

Contatos:

Fazer reclamações, xingar a gente, falar nossas xxx, comentem ou mandem e-mail para omegacast@gmail.com. Para mensagens de voz, é só mandar um arquivo de áudio ou adicionar no seu gtalk.

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PodCast : Insert Subject 6B e Insert Subject 8 Com a Participação do Claudio O Dragão Dourado

Podcast: Otakcast 9 Com a Participação do Claudio O Dragão Dourado

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Omega Cast 8 – Óóódio (95min)   |Download| Mirror| ZIP

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Nihon No Sekai – Projeto Tokusatsu 03- Metal Heroes

24/11/2009

Aew galera, continuando nossas matérias sobre tokusatsu, falaremos do gênero favorito dos saudosistas brasileiros, o Metal Hero.

Metal Hero foi um gênero que é inteiramente atribuído ao corpo criativo da Toei Company, ou seja, não é uma única pessoa que o criou como Kamen Rider, Super Sentai e Ultraman. Surgiu nos brainstorms da Toei para criar uma nova série, pois no ano anterior estavam contando apenas com o super sentai Sun Vulcan, que era o super sentai do ano.  E com base na ficção cientifica que estava em alta na época com o lançamento e sucesso de Star Wars – o império contra ataca em 1980, alem de outros filmes e séries, surgiu um gênero de onde os heróis tenham temáticas tecnológicas que vinham do espaço.

Assim começa todo o gênero Metal Hero. Porem nem todos são espaciais, pois como os super sentais, a série foi se modificando, só que em muitos casos muito drasticamente mudando bem a estrutura básica, o que não houve com os super sentais onde o conceito básico só evoluiu. O Gênero Metal Hero pode ser dividido em Policiais do Espaço (Utchuu Keiji), Space Heroes, Individual Heroes, Rescue Heroes, Police Heroes, B-Figther e o depois. Essas divisões devem-se as mudanças das estruturas básicas, pois mudam muito do início ao fim dos Metal Heroes.

Os Policiais do espaço têm a temática básica de policiais de uma organização espacial que vem lutar com algum mal que veio parar na terra. Nesse grupo estão Gavan, Sharivan, Shaider. Nos Space Heroes são guerreiros de civilizações espaciais que seguem algum império como Jaspion e Spielvan. Nesse ponto chegam os individuals Heroes que são histórias sem seguir uma temáticas fixa entre elas nem ou com seu antecessores, como Metalder que tem a história inspirada em kikaider. Metalder é a história de um andróide feito na segunda guerra, que é despertado para lutar contra o império das maquinas. Jiraiya é a história de um guerreiro ninja que tem uma armadura feita com o metal de um meteoro caído na terra  há milhares de anos, e tem com objetivo proteger PAKO, uma inteligência  artificial alienígena das garras da família de feiticeiros de dokusai. E em  Jiban, que é a história de um policial que é reconstruído com partes cibernéticas e  luta contra Biolon, uma organização que tem como objetivo transformar a terra em um lugar para vivencia de seus seres geneticamente modificados destruindo a raça humana . Até então  tudo

Exceedraft

rodava em torno de apenas um herói,com em alguns casos tendo ajudantes, mas nos Rescues Heros  a temática muda totalmente. Agora são equipes de regate especial salvando pessoas de situações de extremo perigo com seus recursos tecnológicos, ou seja mais de um personagem principal. Nesse tipo se enquadram Winspector, Solbrain e Exceedraft . Os Police Heroes servem pra tentar se renovar e voltar elementos antigos como em Janperson, que era um policial cibernético construído para patrulhar Tokyo.  Mas com o pouco sucesso o próximo foi modificado para um modelo misto com o Rescue Heroes com o Blue Swat, onde é um grupo de policiais especiais que usam seu equipamentos pra combater terroristas e seqüestradores. Para fazer algo novo foi ignorado todos os conceitos inicias e uma tentativa de mudar o gênero de Metal Heroes, mas o que acabou aniquilando a franquia que foram os B-Fighter e B-Fighter Kabuto, que é um cientista que recebe  aviso do rei dos insetos sobre a invasão de criaturas de outra dimensão e junto com a Earth Academia  criam  armaduras para ajudar a combater esses seres. Depois disso teve mais séries, porem como não voltou a ter sucesso dos primórdios do metal hero , a franquia foi voltada totalmente para as crianças, com histórias simples e sem carga dramática. Assim surgiu Kabutack, Robotack, que contava a história de um cão-robô que também era um detetive. E foi o triste obto de tão amada franquia em 1999.

Tantas modificações na franquia não faziam haver uma características muito forte entre os subgrupos a única que havia  era o tema metálico das armaduras  pois  não trazer um tema característicos  morreu em B-Fighter  pois a armaduras tinham temáticas de besouros.

Uma característica importante no gênero Metal Hero é que mesmo com muitas tiradas cômicas e personalidades diferentes,há uma certa imponência nos momentos sérios que rendiam muita admiração, principalmente nos mais antigos onde essa imponência do herói era muito mais clara e com certeza muito marcante para muitos fãs até hoje, o que é pouco encontrado em personagens dos outros tipos de tokusatsus.

No Brasil os Metal Heroes vieram em peso, trazendo um estrondoso sucesso, sendo que boa parte deles foi televisionados pela finada Rede Manchete. Vieram para cá Jaspion em 1988, Jiraiya em 1989 ,Jiban em 1990 e Spielvan, que era chamado aqui como “Jaspion 2”em 1991, Winspector em 1994 e Solbrain em 1995. Na Bandeirantes vieram Metalder e Sharivan em 1990, e houve uma troca entre a TV Gazeta e a Globo onde a Gazeta exibiu Sheider em 1991 e Gavan em 1992 e a Globo Gyaban em 1991 e Sheider em 1992. Bizarro né?!

VR Troopers - uma B.

Como a franquia Metal Hero era da Toei, e estava com o contrato de divulgação no ocidente pela Saban, fizeram uma adaptações como em Kamen Riders e Super Sentais que só não foi pior que Black man, que era o VR Troopers,  que misturava Metalder com Spielvan, tanto monstros quantos vilões, e na segunda temporada também incluíram o Shaider que infelizmente passou aqui na TV Globo, e graças a isso não foi

Big Bad Beetleborgs

possível a re-exibição de Metalder e Spielvan.  Mas graças ao fracasso de VR Troopers pudemos ter exibidos aqui Winspector e Solbrain, mas o que não salvou os Metal

Beetleborgs Metallix

Heroes de  outras adaptações  que mais tarde foram feitas, Big Bad Beetleborgs e Beetleborgs Metallix, quer

adaptaram consecutivamente B-Fighter e B-Fighter Kabuto que passaram  na TV Globo (sempre ela, que desgraça) no final dos anos 90 e ficaram conhecidos aqui como Heróis por Acaso e que graças a Deus e

u não assisti.

Embora os Metal Heroes tenham feito bastante sucesso aqui no Brasil, infelizmente não foi bem assim no Japão infelizmente, muito por esse motivo houve tantas mudanças drásticas no gênero que acarretou no seu fim prematuro e o seu esquecimento até hoje, mas muito da personalidade deles ainda está presente, principalmente nos Hensin Heroes atualmente, mas isso fica para uma próxima vez .

Vejo Vocês na Proxima

Links

http://pt.wikipedia.org/wiki/Metal_Hero

http://pt.wikipedia.org/wiki/Toei_Company

http://www.portalsana.com.br/metal-hero-o-genero-esquecido-pela-toei/

http://www.sintaksu.hpg.ig.com.br/metal/index.htm#solbrain

http://en.wikipedia.org/wiki/Metal_Hero_Series

http://wapedia.mobi/pt/Metal_Hero

http://en.wikipedia.org/wiki/Tokusou_Robo_Janperson

http://www.nebulosam78.com/blue_swat_01.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Blue_SWAT

http://pt.wikipedia.org/wiki/VR_Troopers

http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Bad_Beetleborgs

http://pt.wikipedia.org/wiki/Beetleborgs_Metallix


Anuncio de Evento: JUNF

19/11/2009

Aewwww galera, voltando a ativa trazendo uma novidade pra quem mora no rio (infelizmente só lá, por enquanto)

Vai aconteçer neste domingo dia 22/11 o JUNF, mas vc se pergunta o que é JUNF ?

Significa Japan Universal Fest ,  é um evento que visa toda a cultura japonesa, é isso, não só animes, não só tokustatsus mas toda a enorme diversidade da cultura japonesa que eu sou particularmente fã.

Esse evento conta com diversas atividades, como stands tematicos, com materiais temáticos sobre o Japão e sua cultura. Concursos de Cospaly , Radio do evento, Exposições sobre cultura japonesa, Workshops, Shows e muito mais  ta muito legal.

se Eu tivesse no rio eu iria com certeza, mas  vai ter varios podcasters indo como Dom-eX(iS), Slash Rick (Now Loading) e Tohru (Anime Cast) que  irão ensinar como montar um PodCast e sobre o dia a dia de se manter um PodCast.

e tem Mais quem for na bilheteria e disser que foi ao evento pelo Omega Paradise vai ter 20% de desconto é  em vez de R$ 10,00 da entrada vai pagar somente R$ 8,00 bacana né

Data: 22/11/2009 – Domingo

Horário: 10h às 19h

Local: Colégio Estadual Raul Vidal – Av. Feliciano Sodré, 21, Centro – Niterói – RJ

Site: www.junf.com.br

 

visitem o site para mais imformações



Destino em Chamas – Parte Final

17/11/2009

De dentro do portal (gradualmente se fechando), uma brisa traz uma carícia gélida e incômoda. Cedrick, Aluriel e Shambala inconscientemente se movem para mais perto de Balsaraph (envolto no seu costumeiro manto de chamas) procurando algum tipo de conforto.

“Cedrick, tome sua arma!” Caliburn estava com o bruxo depois do encontro com a maga, quando esta controlou a mente do guerreiro.

“Obrigado.”

“Ela é uma espada formidável, seguiu seu comando mesmo quando você não a estava mais empunhando.”

“Bal, eu sinto muito, não foi minha intenção.”

“Eu sei, amigo.”

“Claro que se vocês tivessem dado ouvidos ao que eu disse sobre a maga, poderíamos ter evitado alguns problemas.” Corta a elfa tão afiada quanto uma de suas flechas.

O humano e o tiefling desviam o olhar.

“Mas temos coisas mais importantes para pensar no momento.” Ela diz num sorriso que brilha como as estrelas de Sehanine devem brilhar e, por um momento, os amigos esquecem a tarefa implacável que os espera através do portal.

“Vamos.”

Todos atravessam a passagem mágica.

XXX

Ventos fortes e enregelantes lhes recebem e lhes açoitam do outro lado do portal. Eles estão num grande salão abobadado com cada pequeno tijolo que o constitui adornado por muitos glifos e runas (tantos quanto nem mesmo Aluriel lembra ter visto na Biblioteca Real de Silver Glades), escadarias e balcões estão posicionados como num anfiteatro (ou uma sala de julgamento) e, no centro inferior deste, há  um obelisco macabro. Balsaraph tem certeza que ela é grande o suficiente para emparedar alguém bem esguio. Não é necessário um clérigo ou um paladino para que o grupo tenha uma certeza: este lugar é sagrado.

Nenhum sinal do demônio alado.

“Ele está aqui. Caliburn está pulsando e, de alguma forma me diz para estarmos preparados.” Cedrick sussurra.

Sons de palmas.

“Eu não sei como vocês passaram por meus demônios e por Lorelei, mas eu não vou subestimá-los.” Ele está glorioso, estava provavelmente voando bem acima deles sem ser visto (um feitiço de invisibilidade talvez). Sua voz barítona ecoa por todo o salão sem demonstrar nem emoção nem misericórdia.

O som do farfalhar das asas dele é hipnotizante quando ele se aproxima vagarosamente do grupo. Todos (até mesmo Shambala) se sentem relaxados, suas mentes vazias, no entanto por um segundo o bruxo nota o reflexo das garras do ser abissal e se liberta do feitiço.

“AFASTE-SE!” grita o tiefling e assopra.

Um gigantesco cone de fogo azul jorra de sua boca como a baforada de um dragão adulto. O demônio consegue se esquivar do ataque e se afasta incólume com apenas algumas poucas penas queimadas. Pelo menos ele se afasta.

O guerreiro, a elfa e o tigre voltam ao normal. Furiosos.

Bal toma a iniciativa.

“Diga-me seu nome! DIGA-ME SEU NOME!” Os olhos do tiefling estão em chamas e ele olha diretamente para o demônio.

O ser alado parece confuso e sobrepujado. Ele abre a boca lentamente tentando resistir ao comando do bruxo.

“Cro… Crobenoth… NÃO!” Ele resiste. “Boa tentativa de me fazer revelar meu nome verdadeiro, mas você terá que fazer melhor que isso, bruxo.” Ele mergulha na direção de Bal.

Uma espada em chamas o intercepta quando ele se aproxima do solo. O demônio desvia sua cabeça antes de ela ser decapitada. O golpe foi inesperado e, ainda no ar, ele é mais uma vez surpreendido pela montanha violenta de músculos que é Shambala.

Porém, desta vez, é o tigre branco que é pego de surpresa pois, no momento em que suas garras felinas penetram a carne do demônio, o grande animal é parcialmente congelado e se debate aos calafrios ao lado de sua pretensa presa.

O ser alado levanta suas garras afiadas e começa a dilacerar o flanco do tigre momentaneamente indefeso.

“NÃO!!” Aluriel atira duas flechas miradas no agressor abissal. Nenhuma o acerta, não por imperícia da caçadora mas tentando afastar o assassino de seu amigo.

Ele se distancia voando, rindo.

O tiefling começa a conjurar a maior bola de fogo que todos lembram ter visto e a arremessa. O demônio responde à altura como uma esfera congelada. As evocações elementais se encontram a meio caminho e explodem num misto azulado de calor e frio.

Cedrick se concentra e as runas na lâmina de Caliburn se iluminam. No segundo seguinte, o peitoral, as braçadeiras e as grevas da armadura do guerreiro se iluminam com as mesmas runas. Ele olha para o seu inimigo alado e dá um salto fantástico no ar em sua direção. Caliburn faz um talho nas costas do demônio que urra de dor. O guerreiro parece imune à armadura gélida que congelou Shambala e retorna ao solo são e salvo.

Aluriel já ajoelhada ao lado do grande tigre, põe seu arco ao seu lado, seus olhos se fecham e suas mãos tocam o pêlo congelado do amigo. É trágico, ela pensa, como o sangue quente de Sham está ajudando a descongelá-lo. Ela murmura um encantamento de cura que aprendeu com Yulein, seu irmão mais velho. Ele funciona, o tigre ainda está gravemente ferido, porém teve seu ferimento estabilizado.

Bal dá um olhar significativo para Cedrick, ele responde com um aceno rápido de cabeça. O demônio agora tem um novo alvo e o bruxo vai tentar descobrir mais sobre seu inimigo. O tiefling se dirige para o centro do anfiteatro, para o obelisco.

As mãos do inimigo alado se abrem e centenas de estilhaços de gelo voam tentando matar o guerreiro. O humano habilmente desvia a maioria deles com Caliburn, o restante encontra apenas a armadura mágica quase impenetrável do herói.

Cedrick mais uma vez salta para o ataque, no entanto desta vez o ser alado estava preparado e se esquiva. Imediatamente após ataque do humano, ele mergulha velozmente e tenta desarmar o guerreiro. Falha.

A caçadora (já com lágrimas nos olhos) verifica mais uma vez se seu amigo está estável, pega seu arco e saca duas flechas de sua aljava. Ela põe as duas juntas no seu arco e atira.

“Sem mais vantagens para você, desgraçado!” Ela grita. Os dois projéteis se transformam em relâmpagos como o esperado. Cada um atinge uma das asas do ser alado, as incapacitando.

Ele cai veloz mente e se choca no solo inclinado do anfiteatro.

Balsaraph se concentra em seu alvo. Há realmente espaço para alguém ser aprisionado no obelisco. Observando mais de perto, é possível identificar sigilos em baixo relevo de uma espécie que o bruxo lembra já tinha visto antes (Ele só não consegue precisar onde.), no entanto o que mais chama a atenção do tiefling são as rachaduras na superfície da suposta prisão.

“Eu vou fazer um cinturão das suas entranhas, caçadora!” O demônio grita em agonia por ter suas asas destruídas, porém antes que possa se vingar da elfa é interceptado pelo guerreiro. Não podendo mais voar por sobre o humano, o inimigo é obrigado a parar e enfrentar a óbvia ameaça que é Caliburn empunhada por alguém tão experiente.

Enquanto isso, absorto em sua investigação, Balsaraph inadvertidamente toca o obelisco, evoca em encanto de revelação e tem uma visão.

Uma Tieflord alta e esguia, de pele pálida, lábios finíssimos e dedos assustadoramente alongados está parada impávida no meio de um campo de batalha. Metade de um coro inteiro de anjos é assassinada com um movimento das mãos de Jorhana Lar-Barik, mal tocam o solo e são transformados numa legião de demônios disformes. O conflito entre as duas facções se estende até a chegada de um magnânimo ser celestial empunhando uma espada estranhamente semelhante a Caliburn.

A visão muda e mostra o anfiteatro onde estão sentados diversos seres celestiais. No centro, a Tieflord está presa a grilhões do que parece ser ferro frio. Ela está sendo julgada juntamente com o demônio (outrora) alado com quem seus amigos estão lutando. Ela é condenada e aprisionada no obelisco pelo mesmo imponente anjo com a espada. Seu comparsa abissal não está mais na visão do bruxo quando ela termina.

Caliburn ele ouve sendo sussurrado em sua mente. Use a espada do guerreiro.

O tiefling não pensa duas vezes.

“Cedrick, ele quer Caliburn!”

O guerreiro confuso com as palavras do bruxo é finalmente desarmado. O demônio o segura pelo pescoço (tenta quebrá-lo, no entanto a armadura ainda o protege) e o arremessa em uma das paredes.

Aproximando-se rapidamente do obelisco, o inimigo surpreende Bal que também é projetado (em cima de Aluriel) antes que consiga lançar uma maldição e tem o braço esquerdo quebrado com o golpe.

“Mortais, vocês serão as primeiras vítimas de minha Mestra.”

É só quando Caliburn se aproxima da prisão de Jorhana que Balsaraph nota as semelhanças das runas da espada e no obelisco.

O demônio levanta sua garra empunhando a espada e desfere um golpe contra o obelisco.

XXX

No entanto a espada pára pouquíssimo antes de acertar seu alvo.

“Não!” Diz a voz calma de um Cedrick ferido e alquebrado; lutando para se manter de pé e com a mão direita (agora uma garra) espalmada na direção de Caliburn. “Ela é minha espada e irá me obedecer!”

O demônio segura a espada com suas duas garras e retesa todos os seus músculos com o esforço para movê-la. Ela permanece imóvel.

“Caliburn, queime!” O guerreiro ordena.

As runas da espada surgem em todo o corpo do demônio. É como se um animal fosse marcado a ferro quente por toda extensão do corpo ao mesmo tempo. O inimigo tenta e não consegue largar a arma sagrada. No momento seguinte ele é envolto em labaredas.

“Luri, junte seu poder ao meu!”

A elfa coloca uma flecha em seu arco mágico, o tiefling transfere parte de suas chamas azuis para esta mesma flecha. A caçadora atira.

Urrando de dor, o demônio inominado tem seu coração gélido trespassado por um certo relâmpago coberto por chamas azuis e morre se estilhaçando como uma frágil estátua de gelo.

Logo depois, a estrutura do salão de teto abobadado treme e blocos de pedra começam a cair.

Tudo é desespero. Cedrick se esforça para manter a consciência (ele ainda conseguiu erguer Caliburn do chão e abrigá-la em sua bainha), Balsaraph agoniza com seu braço quebrado e Shambala volta a sangrar. Apenas Aluriel não está ferida.

“Ainda há uma chance de sobrevivermos, Luri.” Ele tropegamente tenta consolar sua amiga de expressão já resignada. “Pode ser perigoso, mas acho que agora eu tenho poder para tal.”

Após uma breve concentração, o bruxo consegue abrir um portal. Um cheiro pútrido emana desse portal e tudo é escuro além dele.

“Vamos! Rápido! Não posso manter por muito tempo!“

Com dificuldade, Cedrick bravamente carrega seu amigo felino incapacitado em combate. Todos atravessam o portal.

XXX

“Ainda não entendi como você fez isso.” O humano tem bandagens escondendo os ferimentos em seu corpo.

“Lembra como eu conjurei aqueles imps quando confrontamos as aranhas?”

“Como eu poderia esquecer?” Um arrepio corre a espinha do guerreiro com a lembrança.

“Bem, meu amigo, eu tenho que criar uma pequena abertura interplanar para conjurá-los do Abismo ou dos Nove Infernos para o Plano Material.” O bruxo nunca tinha visto o guerreiro (pouco dado aos estudos acadêmicos) tão atento em um assunto que diz respeito à magia. “Eu ’simplesmente’ fiz o processo inverso. Abri uma passagem do Plano Material para o Abismo, e depois do Abismo de volta ao Plano Material.”

“Quer dizer que poderíamos ter sido atacados por mais demônios?” Indaga a elfa.

“Eu disse que poderia ser perigoso, não disse?” O tiefling responde irônico.

Todos gargalham.

“Ainda bem que voltamos ao normal.” Diz Cedrick enquanto sente a áspera e quente língua de Shambala em suas mãos.

“Eu até que estava gostando de suas orelhas pontudas.” Brinca Aluriel.

O humano que já enfrentou dragões e demônios se envergonha com o comentário.

“Bal, você não vai nos contar como adquiriu seus poderes novos?” Inocentemente o guerreiro tenta mudar de assunto.

“Ele fez um pacto, Cedrick.” Luri responde séria.

Ninguém fala nada e a tensão satura o local.

“Obrigada por isso, Bal. Sei que para você ter conseguido tanto poder teve que sacrificar muito de si.”

“E pode ter certeza que nós estaremos sempre ao seu lado, amigo.” Completa o humano, com um sorriso amistoso e simples.

Balsaraph cabisbaixo dá um pequeno sorriso em resposta.

Repentinamente, calafrios percorrem a pele dos amigos. Shambala rosna de baixo da mesa no Olho da Górgona.

“Bom dia, queridos.” Lily vem recepcioná-los. “O que vão querer hoje?”

“Eu já sei, eu já sei, tenho que tirar Shambala daqui.” E elfa não está com paciência para brigar.

“Não tem problema. Ele pode ficar contanto que não saia de baixo da mesa para aterrorizar os outros clientes. E além do mais, estou de ótimo humor hoje.” Diz a estalajadeira muito sorridente.

Depois de anotar os pedidos do grupo (todos menos o tiefling que alega ‘ter perdido a fome’), Lily retorna ao balcão para trazer o que lhe foi solicitado.

“Até que ela não é tão má.” Admite a caçadora um tanto confusa.

“Não, não é.” O bruxo responde mais soturno que o de costume mas seus amigos estão cansados demais para perceber…

Fim?


Destino em Chamas – Parte IV

09/11/2009

Lilith“Só preciso que você aceite, querido.” Diz a voz suave e amorosa da Súcubos chamada Lilith, quase sussurrando.

O bruxo chamado Balsaraph nada responde. Empunhando a Adaga de Pacto ainda suja com seu próprio sangue, ele se aproxima da demonesa que segura um pergaminho aberto com texto escrito em runas abissais. O tiefling, usando a adaga como pena e seu sangue como tinta, assina o pergaminho.

“Está feito!” Finaliza Lilith. “Temos nosso contrato. E eu arisco a dizer que foi o melhor contrato que realizei em tempos.” Ela sorri calmamente.

Ele não consegue mensurar por quanto tempo ele está aqui nesta vazia e fria escuridão fazendo este maldito pacto. O tiefling sabe que o “acordo” é desvantajoso para ele, mas o que ele poderia fazer? Seus amigos (e ele) estão em perigo.

“Agora me leve de volta!” Ele ordena.

XXX

A turba sedenta de demônios cada vez mais cerca o bloco de gelo (que aprisiona Aluriel e Shambala) e Cedrick.

O guerreiro já se recuperou do ataque inicial da maga, mas os seus itens mágicos ainda estão sem poderes. Sua espada Caliburn já não se envolve em chamas e não parece mais tão afiada. Sua armadura mal aguenta os golpes desferidos pelos demônios. Um dos demônios avança e, usando a inércia de seu corpo opulento para aumentar a força do golpe, ataca o humano.

Cedrick consegue levantar seu escudo para se defender, porém o escudo não é mais mágico e se despedaça com o poder da investida demoníaca. Esta foi a última vez que ele salvou a vida de Cedrick.

O guerreiro finalmente consegue (com muito esforço e técnica) matar um dos agressores disformes, no entanto mais três surgem para substituí-lo. Ele olha para sua querida Luri imobilizada no gelo e uma fúria toma conta dele.

“PODEM VIR, ESCRAVOS DO ABISMO! EU NÃO VOU DESISTIR!” Com Caliburn empunhada agora com duas mãos, ele trespassa o tórax de outro demônio.

Mas Cedrick é apenas um guerreiro humano contra um pequeno batalhão de demônios. Ele pensa que chegou seu fim quando uma dúzia de inimigos se assoma ao seu redor e pula em sua direção.

E chamas azuis envolvem a todos. Os demônios atacando Cedrick são reduzidos a cinzas em segundos e o humano não sofre nenhum dano mesmo com as chamas o tocando. Aluriel e Shambala são libertos da prisão gélida (agora uma poça de água). A elfa e o humano ficam atônitos (e um pouco assustados também) quando observam Balsaraph conjurando uma tempestade de fogo. Não um fogo comum. È algo muito mais intenso e poderoso. As labaredas são azuladas e o tiefling as domina com maestria e as controla como se comandasse seus próprios dedos.

“Bal? É você mesmo?”

“Sim, Cedrick, mas não posso explicar nada agora.” Os olhos do bruxo brilham e todos os demônios remanescentes fogem desesperados.

A caçadora não faz nenhum comentário. Apenas continua a observar o bruxo e ele sabe disso, tanto que ele não consegue fitar o olhar de sua amiga.

De repente, a armadura do guerreiro emite uma fraca luz e o seu polimento habitual volta a aparecer.

“Graças aos deuses os poderes dela voltaram.” Diz aliviado. “Pena que o mesmo não pode ser dito de meu escudo…” e ele olha no chão próximo aos restos enegrecidos de um demônio os pedaços do que um dia foi seu escudo. “…e de Caliburn.” A tristeza no rosto de Cedrick volta a transparecer.

“Espere.” Interrompe o bruxo. “Ainda há magia em Caliburn, eu posso senti-la.”

“Como? Nem eu posso sentir isso, Bal.” Questiona a elfa acostumada a lidar com itens mágicos.

“Eu sinto a magia latente. Você sabe onde sua espada foi forjada?”

“Bem, realmente não. Eu a encontrei no tesouro de um dragão que matamos, lembra Luri?”

“Sim, claro.”

“Cedrick, o que eu posso afirmar é que ela foi criada usando energia do Fogo Primal. O mesmo tipo de energia que eu manipulo agora e sinto essa aura em Caliburn. Dormente e Latente. Eu poderia dizer que até agora você usou uma pequena fração do poder real da espada.”

“O Fogo Primal é a mais pura forma do elemento fogo, vinda do próprio plano elemental . E isso justifica como você conseguiu ferir demônios imunes ao fogo, já que nada é imune às energias primais.” Explica a elfa percebendo a confusão no rosto do humano.

“O que você quer dizer, Bal? Que a magia de Caliburn ainda pode ser reativada?”

“Não, Cedrick. Quero dizer que a magia contida em Caliburn pode ser finalmente liberada em toda sua potência. Se você deixar eu a empunhar por um instante…”

O guerreiro não pensa duas vezes e entrega a espada ao seu amigo. Ele sabe que sem o auxílio de seus objetos mágicos ele seria de pouca ajuda ao grupo e se ainda há uma chance, por que não tentar?

Segurando a espada, com uma mão no punho e outra na lâmina, o bruxo se concentra e as runas da espada antes foscas e meio apagadas brilham subitamente. Cedrick tem a impressão que Caliburn cresceu, mas como?

“Está é Caliburn, guerreiro. Deixe que seu calor aqueça sua alma e que suas chamas Cedrick and new Caliburndestruam os corpos de seus inimigos.”

Quando o humano segura Caliburn novamente ele sente o punho da arma quente e acolhedor como se a espada abraçasse um antigo amigo. Apesar do suposto crescimento da arma, ela é incrivelmente leve e balanceada. Cedrick sabe que ele deve empunhá-la com duas mãos de agora em diante, pois tão magnífica e orgulhosa arma não aceitaria ser “dividida” com um escudo ou outra arma inferior na outra mão.

“Eu estou pronto. Vamos!”

E seguindo o guerreiro, o grupo entra na passagem ainda aberta da torre.

XXX

Após atravessarem o portal que dá acesso à torre, há uma única escadaria que leva para cima. As paredes de dentro têm um aspecto úmido (todos podem jurar que é sangue que as umedece até mesmo pelo cheiro agridoce no ar) e são decoradas com ossos e chifres. Um odor pútrido invade a narina do grupo e um quase imperceptível zumbido ecoa ao longe de algum lugar pelo corredor ascendente.

“Que som é esse?” Sussurra Cedrick.

“Parece a entoação de um cântico, um ritual talvez.” Aluriel responde e anda em passos largos o mais rápido e silencioso que pode; Shambala a seguindo de perto.

“Luri, você acha que consegue seguí-los?”

“Se é vivo ou morto-vivo, se é deste plano ou de outro; se existe, eu posso seguir o rastro.” E ela dá um sorriso tímido mas confiante para o guerreiro.

Muitas escadarias se entrecruzam e pequenos salões intercalam uma ou outra. Aluriel e Shambala vão à frente rastreando os inimigos até que…

“Eu os encontrei. Bem, encontrei a maga pelo menos.” Ela sussurra depois de retornar de um dos corredores da torre.

“O que ela está fazendo?” Pergunta o bruxo.

“Está parada em frente a um portal que leva a outro aposento. Ela está mantendo um encantamento, ao meu ver, para manter a passagem aberta.”

“O demônio alado deve ter atravessado o portal e deve estar no outro aposento. Ela talvez tenha que manter o portal aberto para ele poder retornar.”

“E por que ela não o abre de novo mais tarde?”

“Talvez porque ele possa ser aberto apenas pelo lado de fora.”

“Talvez…” A elfa repentinamente curiosa, interrompe o que ia dizer e olha para o tiefling. “Bal, seus chifres estão maiores e mais retorcidos.” Ela aponta.

“Eu senti, mas eu não sou o único que está… diferente.” Ele aponta para a mão de Cedrick e para o dorso de Shambala. “Olhem!”

As mãos do guerreiro são quase como garras agora e pequenas saliências semelhantes a espinhos coriáceos se projetam das costas do tigre branco.

“Aparentemente, apenas você está incólume, Luri.” Diz Balsaraph calmamente.

“Como você pode estar calmo, Bal?” Ela pergunta um pouco mais alto do que pretendia. “Você quer dizer que estão se transmutando em demônios?”

“O termo correto seria ‘Transmogrificação’, mas sim, creio que estamos.”

“O que?” Cedrick está receoso e só notou suas novas “mãos” quando o tiefling chamou a atenção para elas.

“A criatura reclusa (ou presa) nesta torre, Jorhana Lar-Barik, tinha o poder terrível de fundir a essência de um demônio à alma dos seus inimigos; mudando seus corpos e mentes e os tornando seus escravos.” O bruxo explica. “Talvez a resistência à magia natural aos elfos de Silver Glades a esteja protegendo, Luri.”

“Humm, você pode estar certo, Bal. Ela deve estar sendo acordada ou liberta e seu poder pode estar voltando a se manifestar, e você estão sendo suas vítimas.”

“Exato.”

“Não temos muito mais tempo a perder então.” Cedrick já empunha Caliburn e toma a dianteira para o local onde Aluriel encontrou a maga.

Cedrick já pode ver Lorelei de costas e de braços erguidos em direção do portal que Luri descreveu.

Impetuosamente ele corre na direção da maga para surpreendê-la. Por um momento, com a concentração no encanto abalada, a abertura do portal oscila, no entanto ela consegue se teleportar a tempo de não ser cortada ao meio.

“Como vocês conseguiram derrotar os demônios?” ela pergunta surpresa.

Balsaraph nota um vislumbre de preocupação nas feições da maga.

“Não importa, vocês NÃO prosseguirão!” Chamas púrpuras jorram em jatos das mãos da humana. “Sem seus poderes e de suas armas, vocês serão presas fáceis.” Ela ri.

New Balsaraph“Não desta vez, traidora!” Balsaraph se põe à frente de todos e intercepta o ataque mágico com suas próprias chamas azuis.

“O que? Você não tinha esse poder antes!”

“As coisas mudam, vaca!” Luri lança um relâmpago que acerta em cheio a maga. A elfa sabe que a bruxa tem defesas mágicas ativas, mas mesmo assim, ela sabe que a feriu.

Cedrick faz uma investida contra a maga atordoada. Porém, antes que ele desfira o golpe, a maga aponta seus dedos na direção do guerreiro.

“Nosrep Etanimod!” O guerreiro pára no meio do ataque. “Defenda-me!” ela ordena e o humano controlado mentalmente se vira para atacar seus amigos.

“Bal, você e Shambala tentam conter Cedrick. Deixe que eu cuido da maga.”

“Você superestima suas habilidades, caçadora.”

Cedrick, com um olhar assassino como Balsaraph nunca havia visto antes, corre na direção do bruxo com Caliburn em chamas. Imediatamente, o tiefling conjura uma parede de fogo e impede o avanço do guerreiro.

“Cedrick, sou eu, Bal!” o bruxo tenta ajudar o guerreiro a se libertar do feitiço, sem efeitos. “Eu não quero machucar você.”

“Mas eu quero machucar você!” responde o raivoso humano enquanto aponta a lâmina de Caliburn para a parede e começa a absorver as chamas.

Entretanto, antes que a parede mágica desapareça, Shambala pula sobre o guerreiro e o joga ao chão. Sua espada cai de suas mãos, porém continua a absorver a parede de chamas.

“Se você baixar este arco, eu prometo uma morte rápida e indolor, ou pelo menos com pouca dor.” Ironiza a maga.

“Ceeeeerto.” A elfa atira outra flecha que se transforma em relâmpago em pleno ar, mas que é defletida por um encanto da maga humana.

Agora imobilizado pelo corajoso tigre branco Cedrick luta para se desvencilhar, no entanto nem o forte guerreiro é páreo para os trezentos quilos de puro músculo de Shambala. O grande felino não quer machucar seu amigo, senão já teria o dilacerado.

Balsaraph, vendo que o tigre está lidando muito bem com o seu amigo sob controle mental, se concentra em lutar com a força de Caliburn. É irônico que o poder da espada que ele ajudou a liberar agora esteja sugando e se alimentando de suas chamas, mesmo não empunhada pelo seu dono.

Lorelei tira de uma pequena bolsa em seu cinto umas minúsculas sementes e as joga ao ar. “Htworg Tnalp” Imediatamente as sementes crescem em gavinhas gigantes retorcidas e espinhosas e aprisionam Aluriel.

“Depois que eu acabar com você, vou tornar seu amigo humano meu escravo pessoal.” Diz a maga enquanto se aproxima de sua vítima. “Quanto a você, vai dar uma ótima estátua para enfeitar meus aposentos.”

“Err…” As gavinhas apertam ainda mais.

Ela ri descontroladamente e se aproxima ainda mais da elfa presa.

“Enots ot Hself!” E a maga toca a fronte da caçadora.

Aluriel teme que este seja seu fim já que ela sente um calafrio por todo seu corpo, sua visão fica embaçada e seus músculos se enrijecem dolorosamente.

Porém a elfa resiste.

A maga perde um pouco de sua concentração tamanha é a força de vontade da caçadora.

As gavinhas então diminuem a constrição, a elfa pega uma de suas flechas na aljava atravessada nas suas costas e a crava na fronte de sua inimiga. “NUNCA!”

A poderosa maga de Argonast morre instantaneamente.

Com a morte de Lorelei Spellbreaker, as gavinhas desaparecem, Cedrick volta a controlar seu corpo e o portal começa a se fechar.

Todos se entreolham.

“Temos que impedir que este mal ressurja, Bal.” Cedrick se levanta ajudado por seu amigo tigre.

“Se entrarmos neste portal, talvez não possamos voltar.”

“Nós viemos aqui em busca de tesouros e agora talvez haja a probabilidade de não sobrevivermos?” Pergunta a Elfa. “Eu topo.”

Os chifres de Balsaraph estão maiores ainda, Cedrick agora tem orelhas pontudas também e Shambala está um pouco mais inquieto que o de costume.

Todos ficam felizes de não estarem sozinhos nesta aventura.

Continua…


Destino em Chamas – Parte III

27/10/2009

Vor-Vagral“Eu já andei por montanhas de escarpas tão afiadas quanto adagas e pântanos fedorentos e intransponíveis, mas esse lugar ganha de todos eles.” Reclama Aluriel se referindo ao terreno totalmente inóspito por onde andam. Torres semidestruídas, uma arquitetura pontiaguda e negra e vermelha, piras de fogo ainda acesas e suas ruas irregularmente elevadas.

“Estas ruas e avenidas foram perfeitas um dia, Luri. Mas depois do cataclismo tudo foi literalmente revirado de cabeça para baixo.” Explica Balsaraph como um tutor.

“Silêncio!” Admoesta Lorelei. “Esse lugar todo fervilha em magia antiga, esquecida e adormecida. Não podemos nos dar ao luxo de acordar um demônio ou algo pior.”

“Crie uma Muralha de Silêncio então!” Rebate a elfa não acostumada a ser repreendida (ainda mais por uma humana).

“Eu estava reservando energia para quando for mais necessário.” Rebate a maga.

“É melhor evitar uma luta.” Finaliza a elfa.

Por um segundo, Cedrick acha que Lorelei vai disparar uma bola de fogo na caçadora e, inconscientemente, coloca a mão no punho de Caliburn. Aluriel não desvia o olhar…

A maga quebra a situação desconfortável levantando suas mãos em movimentos cabalísticos e conjurando o encantamento chamado Muralha de Silêncio, impedindo que qualquer som delate a presença do grupo. Eles ainda conseguem falar e ouvir uns aos outros, mas nenhum ruído nem mesmo o som de suas respirações pode ser percebido por alguém fora da área do encantamento.

“Bem, como eu estava dizendo…” Aluriel olha com escárnio uma última vez para a humana. “Eu odeio este lugar, Bal.”

“Luri, você está jogando um jogo perigoso. Ela é uma Maga de Argonast.” Sussurra o tiefling, preocupado.

“E eu sou uma caçadora élfica de Silver Glades. E não gosto dela.”

“Você não gosta dela ou do jeito como Cedrick olha para ela?” O bruxo fala e sobe um declive que um dia foi uma calçada para ficar ao lado do guerreiro humano.

A elfa deixada para trás está atônita com as palavras de seu companheiro de aventuras e ela pensa se o que o tiefling falou tem algum fundo de verdade…

XXX

“Cedrick, eu acho que estamos sendo seguidos.” Diz Aluriel ao seu amigo humano, enquanto olha para trás por cima de seu ombro.

“Não seja ridícula. O encantamento de Lorelei está nos protegendo.” Ele responde secamente.

“Ele protege contra sons, mas ainda podemos ser farejados e vistos.”

“Luri, você tem que parar com isso. Você foi muito grosseira com ela. Ela nos teleportou e foi muito útil no combate com as gárgulas.”

“Tudo bem, Cedrick. Me desculpe. Mas ainda acho que estamos sendo seguidos.”

“Pois bem, Luri, e o que você quer fazer?”

“Eu e Sham podíamos fazer um reconhecimento nas redondezas e seguí-los à distância.”

“Certo, só tome cuidado.” A elfa nota um tom menos indiferente em seu amigo.

“Eu sempre tomo.”

XXX

O guerreiro, o bruxo e a maga seguem com certa dificuldade pelo terreno instável e o que levaria minutos tornam-se horas de caminhada.

“Você já esteve aqui antes, Lorelei?” Pergunta Cedrick.

“Sim. Astralmente, mas fui impedida de prosseguir por algumas barreiras místicas ainda impressionantemente ativas depois de tanto tempo.”

“E qual o nosso destino?”

A maga aponta para uma torre se sobressaindo na paisagem avermelhada.

“A Torre de Azeviche.”Torre de Azeviche

Cedrick e Balsaraph se entreolham. A Torre se ergue à distância, pontiaguda como a maioria da arquitetura de Vor-Vagral e incêndios e relâmpagos vermelhos envolvem-na.

“Ela é o lar de uma demonologista Tieflord poderosíssima chamada Jorhana Lar-Barik, líder do clã Lar-Barik.” Explica o tiefling. “Dizem que ela matava seus inimigos com um olhar e que depois eles imediatamente ressurgiam transmutados em demônios ao seu comando.”

“Exatamente. Talvez seja uma das poucas construções ainda íntegras em toda a cidade. Muito antes do cataclismo, dizem os livros, ela se trancou na torre e apenas se comunicava com o resto da cidade através de seus escravos infernais.” Termina a maga.

De repente, um rosnado baixo é ouvido por todos. Da escuridão surgem criaturas do tamanho de um cão, mas esguias e esquálidas, espinhosMastim Demoníaco proeminentes no dorso esquelético, a cauda terminando no que parece ser uma maça óssea, com presas afiadas numa mandíbula aberta de forma a mostrar toda a fome das feras. Elas avançam.

A primeira delas, no entanto, é atingida em cheio por um relâmpago e cai abatida. A segunda tem todo o flanco esquerdo estripado pelas garras de um enorme tigre branco que surgiu do nada. As outras cinco criaturas remanescentes hesitam. E é tempo suficiente para o restante do grupo se preparar.

As feras foram espertas, elas escolheram um ponto onde o grupo ficaria em desvantagem numa posição mais baixa. Mas Aluriel e Shambala foram mais espertos e estão num ponto ainda mais alto.

Cedrick saca Caliburn. Balsaraph aponta na direção das criaturas e as amaldiçoa. Lorelei flutua no ar e se concentra. Duas das feras pulam no guerreiro tentando acertá-lo com suas caudas-maça, mas o escudo mágico impede o sucesso do ataque. Outras duas tentam escalar umas paredes laterais para ter acesso à maga flutuando. A última ataca o bruxo, mas a maldição que ele lançou previamente confunde a mente da fera e ela tropeça e cai prostrada no chão. Bal apenas sorri.

Aluriel abate mais uma das criaturas atacando o guerreiro. Shambala, aproveitando a desvantagem da fera caída no chão perto do tiefling, a dilacera em pedaços. Cedrick corta o crânio da criatura restante ao meio. O bruxo, observando ainda duas delas alcançando Lorelei, dispara uma bola de fogo em uma delas, a transformando em um monte de carne carbonizada. A maga ainda a uma distância segura aponta para a última fera.

“Enots ot Hself!” Ela diz e agora a criatura é uma estátua de pedra.

“Algum ferido?” O humano pergunta.

Todos respondem que não. A elfa graciosamente desce de seu esconderijo, tira um pedaço de carne seca e a entrega a Sham. “Bom trabalho, querido!”

“Você também fez um bom trabalho, Luri.” Cedrick elogia.

“Vamos temos um longo caminho pela frente ainda.” A caçadora o ignora e continua em direção à torre.

“O que foi que eu fiz?” O humano pergunta.

“Bem, meu amigo, se você acha as humanas difíceis de entender, imagine uma elfa com o dobro da sua idade?” Conforta o tiefling.

XXX

“Bal, eu não acho que uma torre importante como essa parece ser estará desprotegida.” Diz a caçadora o mais baixo que pode apenas para o bruxo.

“Claro que não, Luri. Mas acho que estamos à altura do desafio, não?”

“Eu não sei, Bal. Afinal, o que eram aquelas coisas que enfrentamos?”

“Não faço idéia. Guardiões talvez. Mastins demoníacos como eram comuns nos tempos da glória de Vor-Vagral. Eles patrulhavam as vias da cidade a procura de intrusos, na época, especialmente Dragonborns.”

O tigre branco levanta as orelhas e com uma bufada avisa a caçadora sua amiga que notou algo.

“Escondam-se!” Ela rapidamente diz.

Todos procuram um lugar. Cedrick e Balsaraph se postam atrás de uma coluna quebrada. Lorelei fica invisível. Aluriel segue Shambala escalando uma parede como se ela fosse tão felina quanto seu amigo e os dois se abrigam num nicho numa parede próxima.

Demon1A visão é aterradora. Eles sabem que os seres não são deste plano de existência, sabem que eles vêm do Abismo. Mas nem Aluriel nem Balsaraph reconhecem de qual raça eles fazem parte. São deformados e multiformes, mas uma coisa é certa: todos têm garras malignas, chifres e o olhar assassino. A luz do céu violáceo dá uma coloração perversa e funesta ao grupo de demônios e os aventureiros escondidos sentem um calafrio quando, logo depois deste grupo, um outro ser vem como se escoltado. Ele é alto e muito atraente, tem pele azulada e torso desnudo, cabelos e asas angelicais branquíssimos. Mas os chifres retorcidos em sua testa e sua aura infernal são suficientes para quebrar todo encanto de beleza dele. O coração de todos pula uma batida quando eles notam que o grupo se dirige à torre também.

Temos que seguí-los! Diz a voz de Lorelei Spellbreaker na cabeça dos aventureiros. Talvez eles saibam como entrar na torre.

Concordo. Respondem mentalmente Cedrick e Balsaraph.

Sai da minha cabeça, mulher! Grita em pensamento a elfa.

Como você quer que nós nos comuniquemos? Falando? Retruca a humana.

Aluriel não consegue ver a fisionomia da maga mas sabe que ela está sorrindo.

Está bem, então. Mas se vamos seguí-los, faremos da minha forma. Pensa a elfa irritada. Se eles são demônios mesmo, devem ter outros meios (que não a visão nem a audição) de nos detectar, mas seus feitiços ainda podem ser úteis, maga.

Lorelei levanta novamente sua Muralha de Silêncio, conjura Invisibilidade em todos e eles seguem calmamente a experiente caçadora.

XXX

Mais algumas horas e eles alcançam os limites incandescentes da Torre de Azeviche. Apesar de muitos focos de chamas e destroços, ainda há como andar pelas redondezas. O grupo de demônios leva o ser próximo à torre. Só agora os aventureiros, para seu horror, conseguem observar que jorram jatos do que só pode ser sangue de protuberâncias afiladas na lateral da construção.

Vamos, temos que chegar mais perto. Diz a voz de Lorelei e todos se aproximam invisíveis e inaudíveis.

Os demônios falam em Abyssal, a língua do Abismo. Apenas Balsaraph e Lorelei entendem, mas como todos têm suas mentes (mesmo que superficialmente) conectadas, todos conseguem compreender.

“Bem, irmãos.” Diz o ser alado. “Finalmente é chegada a hora de Demon Xencontrarmos nossa senhora Jorhana. Por suas atitudes e feitos grandiosos, ela foi aprisionada nesta torre pelos seus próprios irmãos Tieflords e apenas um Tieflord pode libertá-la, certo maga?” Tudo acontece muito rápido. Todos imediatamente tornam-se visíveis.

“É claro que você está certo, meu amado.” Responde a traidora enquanto se teleporta para o lado do belo ser.

Aluriel já tem uma flecha apontada para o coração da humana e Shambala retesa os músculos de suas patas traseiras prontas para desferir um salto mortal. Ambos são presos em um bloco de gelo com um movimento de mão do ser alado (não fosse por isso, a maga já estaria morta). Cedrick ordena que Caliburn se envolva em chamas e avança em direção da maga.

“Pelas Chamas Abascantes de Argonast!” Ela grita e labaredas púrpuras cercam o guerreiro.

Cedrick se sente fraco, as chamas de suas espada se apagam e seu escudo mágico parece não emitir o brilho característico; até sua armadura parece velha e fosca. Ele se ajoelha. A Maga ri descontroladamente.

“TRAIDORA, EU TE AMALDIÇÔO!” Grita desesperado o bruxo e lança todas suas maldições em Lorelei.

Ela, ainda com as chamas púrpuras queimando suas mãos, anula facilmente o ataque mágico de Balsaraph.

O tiefling sente uma pancada na parte de trás de sua cabeça e é atordoado. Um dos demônios o agarra e o leva para perto da torre.

“Vamos, pequeno bruxo, QUEIME!” O ser alado se ajoelha próximo ao tiefling e segura seu queixo. A maga força as mãos de Bal a tocarem as paredes da torre.

O bruxo não consegue resistir ao comando do Lorde demoníaco, ele se evolve em chamas e estas chamas começam a incendiar a torre. Ele sente sua energia vital sendo sugada e consegue ver uma entrada se materializando.

Quando tudo acaba, ele, semiconsciente, vê os dois amantes entrando pelo portal aparentemente aberto por ele. Olha para seus amigos e os vê abatidos e dominados com um bando crescente de demônios os cercando.

“Eu preciso de ajuda!” Bal consegue reunir forças para desembainhar sua Adaga de Pacto, corta sua mão e joga seu sangue no chão. “EU PRECISO DE AJUDA!!”

Tudo fica negro. O tiefling força sua visão e consegue ver se assomando uma figura feminina de seios fartos e curvas voluptuosas.

“Lily?” Ele pergunta incrédulo. “Lily do Olho da Górgona?”

“Querido, você clamou por ajuda e eu vim.” E a atendente da taverna muda de forma. Asas coriáceas saem de suas costas, ela fica totalmente nua, chifres crescem entre seus cabelos negros. “A propósito, você pode me chamar de Lilith.”

Lily/Lilith

Continua…


Omega Cast – Episódio 7 – MMOmega

16/10/2009

omegacast_7__ copy

AEEEWWWW Galera, finalmente em bons servidores para entrar no Omegacast 7 onde a Guilda formada pelo Paladino noob Claudio O Dragão Dourado, o Dark Elf (Mago, Shaman, Druida, Hunter, Etc…) Fábio “Demo” Moraes, a Gladiadora ambidestra Nathy, o Bárbaro (classe, não o adjetivo) Wesley Pires e o Dark Paladino Trent aceitam uma Quest para desvendar os MMOs.

Veja quem ajuda e quem anarquisa os noobs, quem foi sempre um noob frustrado e quem já jogou mais de 50 MMOs. Isto e muito mais nessa nova aventura.

Contatos:

Fazer reclamações, xingar a gente, falar nossas xxx, comentem ou mandem e-mail para omegacast@gmail.com. Para mensagens de voz, é só mandar um arquivo de áudio ou adicionar no seu gtalk.

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Vídeo: Final da Familia Dinossauro

PodCast : Insert Subject Com a Participação do Claudio

Podcast: Legendas.tv da amiga do Fábio

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Vídeo: Abertura do City of Heros

Imagem: Oz o MMO de Pesca

Vídeo: Trailer do Old Replublic

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Nihon no Sekai – Você é Otaku?

14/10/2009

Bom, antes de qualquer coisa irei fazer a pergunta: Você se considera Otaku?

Evento_anime

Acho que todos ai são

No significado real da palavra, Otaku é aquela pessoa aficionada por alguma coisa, seja ela somente animes e mangás, ou action figures, tem que ser fissurada naquela coisa. Aqui no Brasil, normalmente o termo é associado àqueles que gostam da cultura japonesa e seus derivados, mais pendendo para os animes e mangás, e em alguns casos abrangendo também o J-Pop, J-Rock, Visual Kei, Tokusatsu (ou “Tokusaco”, como certos membros deste site dizem) dentre outras coisas vindas da cultura nipônica. Porem o termo anda sendo usado de maneira pejorativa.

Anatomia de um Otaku, segundo a internet

Anatomia de um Otaku, segundo a internet

Em longas conversas com meus amigos, um deles soltou a seguinte frase: “estão tratando os Otakus como idiotas. Eu sou Otaku, mas não sou idiota!”. De inicio eu zuei, mas depois fui ver e para os que não estão imersos nesse meio realmente somos tratados como tal. Normalmente em eventos de anime em geral, nos encontramos com pessoas com alegria excessiva, que se diverte com pouca coisa, ao ver seu personagem favorito sendo representado por alguém (os famosos cosplayers) ou então simplesmente pro ver alguns amigos que não costuma ver há muito tempo, salvo em eventos como este. Para nós, isso é absolutamente normal (eu sou esse tipo de pessoa), porem em alguns casos temos que dar o braço a torcer, pois algumas situações nos dão uma extrema raiva, como exemplo o excesso de “kawai,kawai” ou de outros termos nipônicos, como “sugoi”, “iosh” entre outras coisas. Mas há aquelas pessoas que temem ser chamadas ou se denominar otaku por conta da imagem que as pessoas fazem da gente, principalmente quem tem mais idade, já que para os não imersos nesse universo esse tipo de ação é “coisa de criança” ou coisas mais baixas que isso.

Conhece isso ai?

Conhece isso ai?

Porem, esse tipo de coisa nada mais é do que uma imagem feita superficialmente pelos outros. Ser Otaku não é apenas se vestir como seu personagem favorito ou ir em eventos. O simples fato de gostar de uma série, seja anime, mangá, Tokusatsu ou Live Actions já o torna um Otaku. Não tenha medo desse termo ser usado de maneira pejorativa, pois vale lembrar que antigamente o termo Nerd também era usado de forma ofensiva e hoje é uma condição que muitos afirmam ser com o peito aberto. Se gosta de alguma coisa, não mais tenha medo de mostrar isso, com medo da opinião alheia.

Porem é fato de que as características do publico Otaku rende inúmeras piadas na internet, e até mesmo entre os próprios Otakus. A prova disso é a página da Desciclopédia sobre o termo, mas só veja caso não se importe com opiniões diversas, pois o artigo é um tanto ofensivo para alguns mais puristas. Porem garanto que irá rir bastante e até achará algumas coisas com um certo sentido no artigo. Vejam no link:

http://vist.as/wiki/Otaku

Mesmo depois disso, eu ainda sou Otaku, e você?


Começou o Premio PodCast

06/10/2009
logo premio podcast

E ai galera,  começou hoje dia 6/10/2009 a votação para o prêmio podcast 2009 e nós estamos concorrendo. Esse prêmio tem como incentivo divulgar o podcast nacional e é uma iniciativa do Ed Silva.

E como divulgamos no último podcast, preparem seus cliques e ajudem o Omega a chegar em alguma posição razoável.

Clique Aqui pra votar

É só clicar no logo aqui do lado ou lá em cima e vote.

Pode-se votar somente uma vez por categoria, mas isso não impede que você (com o mesmo IP) vote em outra categoria. Você pode votar no Omegacast, no Nowloading,  no Papo de gordo e no Nerdrops com o mesmo IP pois todos são de categorias diferentes, então vote sem medo de ser feliz.

Uma observação: o sistema não está funcionando nem no Chrome e nem no Opera, mas os organizadores disseram que estão tentando arrumar o problema e que deve estar tudo em ordem logo.


The International

01/10/2009


the_international_poster1Para aqueles que gostam de filmes relacionados à conspiração e tramas envolvendo grandes empresas e políticos, eis um ótimo filme.

The International, dirigido por Tom Tykwer, faz com que realmente pensemos nos podres que o sistema bancário tem, e como estes nunca são levados à tona como deveriam.

Clive Owen é Louis, um agente da Interpol que começa a ficar obcecado em derrubar o poderoso banco The International após seu amigo ser assassinado. Naomi Watts é a promotora que trabalha com ele.

Um lance positivo do roteiro é colocar os dois já trabalhando juntos, e não ficar mostrando trivialidades do tipo “não se conhecem, contem seu passado”. Pois este não é o foco do filme.

O filme conta com tomadas geniais como o tiroteio no Guggenheim, que é feito com uma violência crua e real sem cair na “rotina de tiroteio” (que são exageradas e com movimentos mirabolantes). Você realmente sente como se qualquer um dos personagens pudesse morrer na cena.

Alguns fatos interessantes que ocorrem no filme e demonstram a ótima direção de Tom Tykwer é a forma que ele elimina certas personagens da trama, utilizando ou palavras ou contextos que se encaixam perfeitamente, gerando até uma certa metalinguagem na cena.

Um filme de sutilezas e inteligência que foge dos clichês atuais, é algo que deveria ter mais atenção do que robôs  de brinquedo.

PS: Peço perdão por ter abandonado a coluna, agora realmente tentarei seguir em frente e avante!

Prometo até domingo mais uma postagem.