Pesadelos de uma Noite de Inverno – Parte II

07/02/2010

Dezesseis de Dezembro. Em algum lugar no Texas. 10h00 a.m.

Um homem gordo e mal-cheiroso está se embebedando como o de costume a esta hora da manhã. Aqui neste bar esquecido da civilização (e da lei) todos conhecem a infâmia de violência e fanfarronice do velho e mal-quisto Joe. Certa vez, em uma briga, ele matou um mendigo com tantas estocadas de faca que ele ficou conhecido como Stabby Joe; algum forasteiro perguntaria por que este assassino ainda não foi preso e condenado, mas o que este forasteiro não saberia é que, neste fim-de-mundo, Stabby Joe conhece a todos e todas as suas famílias, e ninguém ia querer se ariscar. Stabby Joe está bêbado e isso nunca é um bom sinal.

“Quem você pensa que é, vadia? Não está vendo que eu ainda não terminei?” Ele diz para a garçonete na fala empastada e desagradável que só alguém alcoolizado consegue ter.

“Eu-eu não pretendia ofender você, Joe. Me-me perdoe.” A novata muito nervosa tenta se explicar. Ela ia retirar a caneca com cerveja (já em temperatura ambiente) da mesa do homem, mas aparentemente ele ainda pretendia bebê-la.

“Você me ofendeu sim e agora vai ter que me agradar.” O homem dá um olhar nojento para as curvas e o busto da jovem funcionária e a segura pelo pulso.

Todos no bar não ousam dizer nada. A tensão é sólida. Aos gritos por socorro, a moça tenta se desvencilhar de Stabby Joe e, se defendendo, o arranha no rosto.

“Vaca! Agora você vai sangrar.” E ele saca sua faca fosca com a ferrugem. Se o golpe não a matar, o tétano provavelmente irá.

Um tiro na mão desarma o fanfarrão que grita de dor e segura o ferimento com a outra mão.

“Hoje não, seu saco fedorento de banha!” Diz a voz calma e confiante de um jovem não mais velho que a moça atacada. Ele segura um revólver em cada mão: dois genuínos Colt Diamondback. Usando um sobretudo vermelho e preto, tem cabelos loiros cortados no estilo high-spike e um par de óculos pequeno e redondo (estilo John Lennon). Um de seus revólveres (apontado ainda na direção do agressor) tem um filete de fumaça saindo por seu cano indicando que acabou de ser disparado.

“Arrghh! Você feriu a minha mão, seu filho da…”

Outro tiro, desta vez no chão próximo ao homem ferido o interrompe.

“Melhor controlar seu linguajar. Temos damas presentes.” O jovem faz uma discreta mesura com a cabeça para a moça. Ela agradece e corre o mais longe que pode de Stabby Joe.

“EU VOU TE MATAR!” A raiva do homem é mais forte que sua dor. Ele pega uma garrafa numa mesa próxima e a quebra, criando uma nova arma improvisada. E avança.

Com destreza impressionante, o jovem pistoleiro pula por sobre o agressor bêbado. Ainda no ar, ele se vira e pousa suavemente no chão do bar. Joe de costas para ele. Rapidamente, o rapaz de sobretudo vermelho dá duas coronhadas em ambas as têmporas do homem gordo que cai inconsciente.

“Alguém trate de chamar a polícia e explicar tudo o que aconteceu.”

“Ma-mas, senhor, Joe vai voltar e vai querer se vingar.” Diz o dono do bar saindo de seu esconderijo atrás do balcão.

“Eu gosto do clima daqui e vou estar esperando por ele.”

Saindo do bar no meio do nada, Jack pensa que aqui no Texas ele vai se sentir em casa, talvez seja o primeiro lugar nesta dimensão em que ele se sinta assim.

Seu ponto auricular toca.

True Shot Jack, o IST precisa de você!

E ele é teleportado.

XXX

Nova Iorque. 12h00 p.m. do mesmo dia.

Como ela adora a cidade nesta época do ano. As lojas da Quinta Avenida uma disputando com a outra qual tem a decoração natalina mais bonita. Apesar de ela não ser cristã, ela adora o natal.

Sendo dona de um dos maiores impérios da moda em Nova Iorque, ela poderia muito bem ir de limusine, mas ela prefere fazer o trajeto de sua casa (em frente ao Central Park) ao seu escritório na Quinta Avenida a pé. Falando sempre ao telefone, ela está elegantíssima. Sua pele de um moreno perfeito está em prefeita sincronia com seu vestido Prada. O preço desse vestido poderia alimentar boa parte dos famintos em sua cidade natal, Agra, no pobre estado de Uttar Pradesh, e a bela Srta. Padmajai faz questão de fazer doações frequentes para amenizar a pobreza da sua querida Índia.

“Eu quero todos os vestidos prontos em uma hora!” A voz dela é suave e confiante. Calma e terrível ao mesmo tempo.

Sim, Srta. Padmajai.” responde uma voz quase que amedrontada do outro lado da linha.

Kalima Padmajai interrompe sua caminhada já em frente à catedral de St. Patrick que está tendo sua fachada reformada. Alguns transeuntes se aglomeram, assustados. Ela olha para cima e percebe que um dos operários se desequilibrou e está desesperado se segurando no andaime. Uma mulher grita quando ele finalmente cai.

A executiva indiana não pensa duas vezes. Deixa sua secretária falando sozinha na linha. Ninguém nota (todos atentos à queda do infeliz homem) que seu braço direito perde sua cor morena e torna-se azul índigo. Ela aponta na direção do homem caindo para a morte certa de uma altura de cerca de trinta metros.

Tudo acontece em segundos e o operário aterrorizado nem sente seu corpo sendo invadido por uma energia estranha. Ele quase que inconscientemente estica sua mão e agarra um cabo, o que diminui consideravelmente sua velocidade, mas a fricção em sua mão é maior e ele o larga apenas para cair são e salvo no solo coberto de neve. Miraculosamente, ele se levanta e mostra para o hoi polloi que o cerca apenas os ferimentos superficiais em sua mão. Como ele tem sorte todos pensam.

A Srta. Padmajai dá um leve sorriso de contentamento e continua sua caminhada. Antes que ela volte a dar ordens a sua secretária, no entanto, seu ponto auricular toca.

Kali, o IST precisa de você!”

“Emily, cancele todos os meus compromissos nos próximos três dias!”

Mas, Srta. Padmajai…

“Aborreça outra pessoa com suas perguntas.” E ela desliga o celular.

Ela, aproveitando a comoção ainda ao redor do operário, entra num beco. Alguém que a estivesse observando poderia jurar ter visto três pares de braços azuis antes do teleporte ser completado…

XXX

Rio de Janeiro. 03h00 p.m. do mesmo dia.

Um grupo de policiais fortemente armados está encurralado na base de um morro. Balas voando em todas as direções. A população da favela se esconde o máximo que pode. Alguns policiais foram feridos, mas não houve ainda nenhuma morte.

“Capitão, eles nos cercaram. Estamos na parte mais baixa e em desvantagem. Eles estão usando a população como escudo.” Um dos policiais reporta.

“Me diga algo que eu já não saiba, cabo.” O capitão liga seu walkie-talkie. “ONDE ESTÁ A PORRA DO REFORÇO? NÃO TEMOS COMO AVANÇAR DAQUI DE BAIXO!”

“E que tal daqui de cima?” Pergunta uma voz sarcástica, vinda de cima. Um rapaz jovem e musculoso usando uma espécie de armadura metálica prateada flexível e um sobretudo turquesa. Ele está voando.

“Por que você demorou tanto pra chegar, seu imbecil?” Quando o capitão pergunta os cabos todos se entreolham.

O capitão é arremessado por uma força invisível de encontro à parede de um barraco próximo.

“Modere sua língua, homenzinho, ou passará o resto de seus dias pensando que é uma galinha.”

Calma, André. O cara tá estressado. Pega leve, ok?diz uma voz na mente do rapaz.

“Tudo bem, Fabiano. Você deve provavelmente estar certo.” Ninguém entende com quem o herói está falando já que nenhum dos presentes se chama Fabiano. “Eu vou dar cobertura para vocês. Tentem não matar ninguém desnecessariamente.”

“Fala isso pra eles.” O capitão rebate.

Não ouve o que ele tá dizendo. Ele tá te provocando. Vamos fazer o nosso trabalho. A voz de Fabiano acalma André antes que ele exploda a cabeça do capitão.

O herói voa e ignora o policial.

Em uma casa na parte de cima do morro, cinco traficantes estão descarregando suas submetralhadoras nos policiais. Rindo e gritando. Obviamente drogados.

“O MORRO É NOSSO! VÃO PRO INFERNO!” Aquele que parece ser o líder dos marginais grita. Repentinamente, esse mesmo rapaz leva um soco de um de seus aliados. No chão, ainda passando a mão no rosto, ele pergunta atônito:

“Tá louco, mano? O que deu em tu?”

“Você está preso. Renda-se!” Ele nunca tinha ouvido seu aliado falar sem nenhum erro de português antes.

“Deve ser coisa desses fantasiados filhos da puta.” Ele puxa sua arma e aponta para o antigo aliado. “Foi mal aí, mano, mas se for preciso te matar pra matar esse desgraçado, eu te mato!”

“Não mata não.” O herói surge no meio da casa, como se estivesse invisível antes, e projeta todos os marginais surpreendidos com um pulso telecinético contra a parede.

“Valeu pela dica, Fabiano.” ele fala com seu irmão. O quê? Te sugerir pra entrar na mente dos caras e apagar a tua presença das percepções deles? Ah, isso não foi nada, maninho.

“E agora, vão se render ou não?”

André, eu sinto a mente de alguém atrás da gente! Mas o aviso do irmão não foi rápido o suficiente e o herói é atingido por um raio nas costas.

“E tu achava que a gente não tava preparado pros fantasiados, né? Comprei um raio atordoante no mercado negro.” Ainda se vangloriando, o bandido nem nota que o herói já está de pé. Incólume.

“Mas-mas como? O cara disse que tu ia ficar apagado por…” O traficante larga a pistola atordoante assim que toca no teto da casa, lançado por uma força invisível e poderosa.

“Tudo bem aí dentro, André?”

Argh… O que aconteceu?

“Ele tentou atordoar a gente, aí eu assumi o controle do corpo. Você está bem?”

Tô sim. Só meio tonto. Responde a voz mental de seu irmão.

O ponto auricular toca.

“Duplo-Etéreo, o IST precisa de você!”

De vocês, você quer dizer, né? Diz a voz mental.

“Onde é a missão desta vez? Queria ir pra um lugar frio. Aqui só chove e faz calor!”

É para Boston, Sr.”

“Yay Neve! Pode teleportar a gente.”

XXX

Boston. 12h15 p.m.

True Shot Jack, Kali e Duplo-Etéreo são teleportados para Boston.

“Bem-vindos a Boston, heróis.” Wonder Amazon os recebe o mais cordialmente que pode.

“Antíope, é sempre bom trabalhar com você.” Diz Kali.

“Obrigada, querida. Sua companhia é agradável, sem falar de seus poderes.”

As duas amigas heroínas riem, se lembrando de suas aventuras anteriores.

“Você é True Shot Jack, não é? Nos conhecemos quando o IST derrotou o Overshadow.” A heroína grega pergunta, se dirigindo ao pistoleiro.

“Sim, claro. E o Pegasus, como vai?”

“Está ótimo, ansioso para lutar ao seu lado mais uma vez.”

Ai meu Deus, ai meu Deus, eu tinha esquecido como a Wonder Amazon é gostosa. O irmão mais novo fala na mente.

“Cala a boca, André.”

Bem, tecnicamente, eu não tenho boca aqui, então…

“Como?” intrigada a heroína interpela o herói brasileiro. “Ah sim, os telepatas brasileiros. Você é o Fabiano ou o André?”

“Fa-fabiano. Mu-muito prazer, é uma honra trabalhar com você.”

Pára de gaguejar, rapaz! Não me mata de vergonha.

“É uma honra trabalhar com todos vocês. Vamos precisar de toda a ajuda possível. Sinto que nuvens negras se formam na minha cidade. Vamos! Vou colocá-los a par de tudo.”

Continua…


Omegacast – Episódio 9 – Aglomerações

20/01/2010

E aew galera. Depois de muito tempo e devido a inumeros fatores internos e externos, finalmente a 9ª edição do Omegacast está no ar.

Após uma escolha bastante criteriosa e democratica, escolhemos o grupo que participou deste cast. Fábio “Demo” Moraes, Wesley Pires, Roger DKS (We Press Here), e DVD (contando com falas esporádicas do Tio Bruno) dialogam de maneira séria, embasada e bastante imparcial sobre os tipos mais comuns de Aglomerações.

Neste podcast saiba o que pode ser encontrado em eventos de anime, veja como é feito o Mupy, conheça o “Pacificador de Cidadão”, saiba quem foi o membro do Omegacast que chorou no VGL, veja inumeras maneiras de ofender o Wesley, dentre muitas coisas.

Querem fazer sugestões, reclamações, maneiras inéditas de ofender o Wesley, mandem email para omegacast@gmail.com. E para mandar mensagens de voz, adicionem este mesmo email em seu Gtalk.

E não se esqueça, mande  a sua sugestão de nomes para as nossas falhas.

Links:

Podcast: Argcast (com participação do Dragão Dourado)

Podcast: Otacast (Participação do Dragão Dourado)

Podcast: SaporraCast (Participação do Wesley Pires)

MeuPodcast (Grupo do Omegacast)

Conto: Pesadelos de uma Noite de Inverno

Enquete para o conto do Fábio(Conto do Fábio Morais)

Podcast: We Press Here

Matéria: Visita do Wesley à Brasilia

Sigam o Twitter dos nossos participantes: Omegacast | Dragão Dourado | Wesley Pires | Trentnoir

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Nihon No Sekai – O Ano Novo Japonês

14/01/2010

Aew Galera. Nada melhor pra começar o ano de uma coluna de cultura japonesa falando do Oshogatsu (Ano Novo) na terra do sol nascente, não é verdade?

No Japão, o Oshogatsu é o feriado mais importante,  pois é tempo de purificação e renovação devido a cultura budista e xintoísta, e esta época é marcada com 4 dias de feriado mas com um mês de preparação e muitas tradições, rituais, “manias” e etc.

Tudo começa já no inicio de dezembro quando muitas famílias começam a fazer a faxina de inicio de ano, não deixando nenhuma sujeira nem compromisso pendente, isso serve não só pra limpar a casa, mas é simbolicamente uma faxina espiritual, para que se livrem de tudo o que lhes foi de mal e negativo no ano que passou e trazer uma energia renovada para o ano vindouro. Esse evento é nomeado de oosouji (大掃), até nas empresas também convocam seus funcionários para arrumar o escritório, e os vizinhos ajudam na limpeza do bairro. Depois da limpeza, eles decoram a casa para receber os bons espíritos e afastar os maus. Na entrada é colocado um par de kadomatsu, um arranjo de ramos de pinheiro e bambu que traz boa sorte.

heisoku

Também é confeccionado o heisoku, uma dobradura sem corte confeccionada em papel japonês (washi). Ele deve ser feito pelo chefe da casa ou, na falta desse, pelo primo­gênito. As mulheres não podem fazê-lo, pois isso poderia gerar ciúmes na deusa Amaterasu, a quem é dedicado. Também no dia 30 de dezembro eles fazem uma espécie de arvore de ano novo chamado kagamimochi, os enfeites

kagamimochi

são compostos por dois bolinhos de arroz (mochi): um maior, que serve de base, e o menor, que fica sobre ele, e no topo colocam-se um daidai, uma espécie de laranja. O enfeite ainda recebe folhas de matsu (tipo de pinheiro), que é retirado no segundo dia do ano novo.

Com três dias para o Oshogatsu eles começam a preparar um bolinho de arroz chamado mochi tsuki ou só mochi, que é feito quando o arroz cozido é batido e depois se criam bolinhas de arroz com as mãos, para ser comido nas festividades, e como ele é feito de maneira artesanal, muitas famílias e até

osechiryouri

comunidades inteiras se reúnem para fazer ele juntos. Eles acreditam que esse bolinho simboliza força e pureza, e como o ultimo dia do ano é um dia de descanso, assim como os três primeiros do ano, e neste período as donas de casa não cozinham, então no penúltimo dia elas preparam uma grande refeição

chamada osechiryouri (御節料理) e guardam em caixas chamadas juubako (重箱) para serem consumidas nesses dias com comidas

juubaku

que trazem sorte e felicidade. Nos primeiros dias do ano é

comido uma sopa de arroz, vegetais e frutos do mar, chamados ozouni, que acreditam que traz sorte e

a graça dos deuses durante o ano, e um macarrão chamado sobá, que neste caso é chamado de Toshikoshi-sobá – literalmente macarrão da passagem de ano.  Esse costume começou no período Edo (1603-1867), quando as pessoas

acreditavam que sobá ajudava a atrair dinheiro. Atualmente este macarrão, por ser fino e longo, simboliza longevidade, pois lembra barba e cabelos brancos dos deuses da longa vida. Além disso, o sobá tem o mesmo som da palavra japonesa que significa perto, ou seja, indica a proximidade do Ano-Novo.

ozouni

Toshikoshi-sobá

No dia 31 de dezembro é realizada  a cerimônia das 108 badaladas no sino chamada de Joya no kane (除夜の), que simboliza o afastamento dos 108 pecados e desejos mundanos do homem no ano que virá , sendo 107 badaladas  no dia 31 de dezembro e a ultima exatamente a meia noite do dia primeiro de janeiro, para que o homem possa entrar purificado no novo ano.  Depois muitos japoneses acordam bem cedo para ver o Hi no dê, que é o primeiro pôr do sol do novo ano e depois fazem a primeira visita no templo chamada Hatsumode, onde vão para comprar um novo omamori(amuleto de sorte) e deixar o antigo para ser queimado no templo. E no segundo dia do ano, o Palácio Imperial, localizado em Tokyo, abre suas portas para a população no Shin-nen Ippan Sanga, dia em que os japoneses saúdam a Família Imperial, levando suas congratulações de ano-novo. É a oportunidade de ver de perto e acenar para o imperador Akihito, a imperatriz Michiko e os outros familiares. O acesso aos jardins imperiais só foi liberado após a Segunda Guerra Mundial.

Mas para o japonês o ano novo também é época de dar presentes. É costume dar dinheiro as crianças da família em pequenos envelopes chamados pochibukuro, que substitui a entrega de presentes para as crianças, e o valor depende da idade da criança. Essa tradição é chamada de otoshi dama. Mas não só as crianças ganham presentes, pois é costume presentear superiores, professores, familiares e/ou conhecidos e geralmente são sacolas com bebidas (de refrigerantes a licores caros) ou alimentos (algas, conservas, etc.).  Também é costume darem cartões de ano novo, e diferentemente da gente com os cartões de natal, eles felicitam e parabenizam pelo novo ano, geralmente para amigos e parentes também agradecendo a atenção e tudo que fizeram no ano que passou. Geralmente os cartões contém algumas ilustrações que representam boa sorte, como os sete deuses da sorte ou símbolos do zodíaco japonês, principalmente o símbolo do que representa o ano que está chegando com frases como:

Akemashite omedetou gozaimasu à Parabéns pela abertura do ano.
Shin nen omedetou gozaimasu à Parabéns pelo ano novo.
Kiga shinnen à Parabéns pelo ano novo (enquanto escreve).
Tsutsushinde shinnen no oyorokobi o moushiagemasuà Estou transmitindo minha alegria pela passagem do Ano Novo (ao escrever).
Shinshun no goskukushi o moushiagemasu à Estou transmitido minha alegria pela passagem do Ano Novo (ao escrever).
Gashou à uma expressão que saúda o Ano Novo.
Geishun à Uma expressão que dá as boas vindas ao Ano Novo.
Shinnen à Ano Novo.
Ii otoshi wo omukae kudasai àTenha uma boa passagem de ano.

Mas como tudo no Japão que é tradicional, há algumas regrinhas básicas

  1. O cartão precisa ser entregue até o dia 1º de Janeiro.
  2. Se você pretende dar um cartão para alguém, cuja família sofreu com o falecimento de um parente, então não envie. Para ele, envie apenas um cartão com uma mensagem de solidariedade.
  3. Dê importância para as embalagens. Os japoneses valorizam muito as embalagens dos presentes. Por isso, faça como eles e dedique um tempo para esta parte do presente também.

Depois de todas as celebrações dos três primeiros dias do inicio do ano tem o Koshougatsu, período que vai de 14 a 16 de janeiro, as decorações de ano-novo são retiradas e queimadas. Os japoneses acreditam que esse costume traz felicidade para o ano que se inicia. Realizado em várias partes do arquipélago, o ritual é conhecido por Sai no Kami, Dondo Yaki e Sagichou .

Na Semana do ano novo, Saiu um episodio de Samuari Sentai Shinkenger (que graças a deus não vai ter adaptação) onde eles comemoram  o ano novo e eu editei um pequeno video  para que vejam só as partes das comemorações :

Bom, espero que tenham gostado e Feliz ano novo a todos ou Akemashite omedetou gozaimasu, que 2010 seja cheio de sucesso e felicidades para vocês. E nos vemos na próxima.

Referencias :

http://japaoonline.locasite.com.br/pt/tradicao.htm

http://gambare.uol.com.br/2007/01/05/curiosidades-do-ano-novo-japones/

http://www.linguajaponesa.com.br/ano-novo-japones.html

http://japaoaishiteru.blogspot.com/2009/01/ano-novo-japons.html

http://madeinjapan.uol.com.br/2005/12/21/oshougatsu-o-ano-novo-japones/

http://www.cozinhajaponesa.com.br/v04/artigosjaponeses_d.asp?s=2&c=218

http://www.sonoo.com.br/Anonovo.html


Mensagem de Natal

24/12/2009

Ola Ouvintes do omegacast  como vai demorar um pouco  pra proxima edição do podcast decidimos gravar uma pequena mensagem de natal ouçam e feliz natal a todos

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fiquem com deus


Cinematicamente Falando Cast #1

18/12/2009


Eis o primeiro Post do Cinematicamente Falando versão “ARDIO”

Quem participa: Trent… eu… loooogico, Hell-oh-isa, e Fabicó.

ainda não criei um e-mail próprio mas se quiserem enviar algo… usem o e-mail véio.

omegacast@gmail.com

Trilha:

Mansun – Getting Your Way
Smashing Pumpkins – Geek U.S.A
Mew – Panda
Interpol – Stella Was A Driver And She Was Always Down

Cibematicamente Falando Cast 1 – (aprox. 16min)   |Download| Mirror| ZIP

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Nihon no Sekai – Teatro Kabuki

15/12/2009

Aew galera chegando a mais um Nihon no Sekai, e desta vez para diferenciar vou falar sobre cultura, mais especificamente sobre uma arte tradicional japonesa, o teatro Kabuki.

Primeiramente, O kabuki é uma forma de teatro mais popular do Japão e é levemente inspiradas no teatro Nô e no Kiogen , o significado individual de cada ideograma é canto (ka), dança (bu) e habilidade (ki), e onde a palavra kabuki pode ser traduzida como “a arte de cantar e dançar”. Uma das suas principais características é seus atores estarem sempre maquiados, alem do exageros tanto dos cenários quanto das atuações figurino e maquiagens.

O Kabuki surgiu por volta em 1603 criada pela sacerdotisa do templo xintoísta de Izumo, a Okuni, que começou em Kyoto uma companhia com um novo estilo de dança dramática. O grupo era composto só por mulheres que interpretavam tanto papeis masculinos quanto femininos, fazendo encenações sobre o cotidiano. Assim atingindo muita popularidade, mas também devido ao seu apelo era devido às sensuais e sugestivas performances o que fez em 1619 uma ordem governamental que proibiu a participação de mulheres, que foi piorando e em 1623 sendo proibido definitivamente vindo a ser reformulado e liberado em 1653, sendo  interpretado somente por homens adultos e agora com maior sofisticação e formalização. Em 1973 foi iniciada uma formalização do kabuki onde muitos elementos foram incluídos como o Hanamichi, que é uma seção extra usada no palco do kabuki. Consiste numa plataforma comprida e elevada, à esquerda do centro, que leva do fundo do teatro, pelo meio da platéia, até o palco principal. Geralmente é usada para entrada e saída de personagens, embora possa também servir para solilóquios e cenas paralelas à ação principal. Mas inicialmente não era usado na encenação, mas que permitia que os atores fossem até a platéia para receber flores, mais tarde sendo introduzindo até um palco giratório. Com o fim do xogunato Tokugawa em 1868 e a abertura do Japão para o ocidente, a cultura lutava para se adaptar à nova situação de não-isolamento, os atores batalharam para elevar a reputação do kabuki entre as classes mais altas e para adaptar os estilos tradicionais aos novos gostos, mas infelizmente na segunda guerra mundial, muitas casa de kabuki foram destruídas em bombardeios e sendo proibido  novamente sendo revogada só em 1947.

No kabuki o que realça os atores é a maquiagem estilizada. O pó-de-arroz é usado para criar a base branca e linhas cortornam os olhos, os cílios e a boca para produzir as máscaras dramáticas. Cada cor está ligada a uma simbologia que representa o temperamento do personagem; assim, o vermelho retrata a ira, a cinza a melancolia, o verde os espíritos diabólicos, etc. Os cenários são ricos em cores berrantes com adereços por todo o lado, mas sem distrair o olhar do espectador e as trocas de cenário são feitas no meio da cena, com os atores no palco e as cortinas abertas. Contra-regras chamados de kuroko, sempre vestidos de preto e tradicionalmente considerados “invisíveis”, correm pelo palco colocando e tirando as peças de cenário. E a mímica possui força de expressão, os movimentos são feitos em alto nível de perfeição. Há um momento em que o ator (ou o grupo todo) para, congelado numa pose, os olhos enviesados, os braços estendidos, dedos rijos; o propósito é expressar o auge das emoções do personagem chamado de Mie.

Atualmente o Kabuki é estilo mais popular de Drama no Japão tendo muito de seus atores, reconhecidos também em cinema e televisão, onde as mulheres estão sendo aceitas novamente. Nele existente três modalidades: jidai-mono (peças históricas), sewa-mono (domésticas) e shosagoto (cenas de dança).

Em muitas séries, tokusatsus e games o kabuki é referenciado, quem não lembra do Kyoshiro Senryo, de Samurai Shodown, e no atual Ryuunosuke, do Samurai Sentai Shinkenger que ambos são atores de Kabuki?!

Bom, espero que assim como eu tenham aprendido um pouquinho mais sobre o kabuki. E vejo vocês na próxima.

Vejo vocês na proxima

Referencias:

http://www.culturajaponesa.com.br/htm/kabuki.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Kabuki

http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/1776580

http://www.mundoeducacao.com.br/japao/kabuki.htm

http://www.zashi.com.br/zashi_culturatradicional/379.php

http://www.portaldointercambio.com.br/destinos/intercambio_japao/cultura_e_lazer_japao/teatro-kabuki


Nihon no Sekai – Death Note

10/12/2009

Aproveitando esse período de fim de ano, resolvi passar os olhos nos mangás que possuo lá em casa, e revi um dos melhores mangás que pude ler, comprar e colecionar, que é Death Note. Vale ressaltar que aqui estarei focando exclusivamente no mangá, não levarei em conta os acontecimentos do anime. Outra coisa, irei levar em consideração os nomes usados nas edições brasileiras do mangá. Logo, não venham me amolar a respeito disso, afinal pronuncia cada um tem a sua. E evitarei também soltar spoilers.

A história gira em torno de Light Yagami, típico estudante que por obra do acaso achou um caderno de cor preta no chão, propositalmente deixado ali por Ryuk, um Shinigami (Deus da Morte, numa tradução literal) que estava entediado. Porem o caderno é um tanto diferente, pois possibilita matar uma pessoa apenas tendo em mente o rosto e o nome da pessoa. Sendo mais descritivo quanto a morte, pode até manipular a pessoa antes dela ser morta, o que deixou Light perplexo com seu poder. Vendo que possuía um trunfo, e sabendo de suas capacidades, Light resolveu se incumbir da missão de salvar este mundo podre, e se tornar o seu novo Deus, usando o Death Note. A morte causada apenas por ter seu nome escrito, sem haver uma descrição da morte, causa óbito por parada cardíaca, fato relevado propositalmente pro Light, para todos saberem que alguém está punindo os criminosos, fazendo com que seja atribuído ao assassino o nome “Kira” (palavra que deriva de Killer – assassino).  Este fato deixou o mundo inteiro apreensivo, fazendo com que o maior detetive do mundo, conhecido pelo pseudônimo de “L” comece a agir.

Light e Ryuk

Light e Ryuk

A história possui inúmeros personagens, cada um tendo o seu background. Dentre eles, irei citar alguns:

Light Yagami (Kira): Típico estudante de ensino médio, que vê no Death Note uma maneira de purificar este mundo, que segundo ele, está podre. Usa de sua inteligência, boa aparência e sociabilidade para alcançar seus objetivos.

Ryuk: Um Shinigami que desce ao mundo dos humanos, por estar entediado no mundo dos Shinigamis, deixando cair propositalmente um Death Note. Apesar de Shinigamis não precisarem comer, Ryuk tem o vicio de comer maçãs.

L: Conhecido por ser o maior detetive do mundo, se viu interessado pela onda de assassinatos causados por parada cardíaca e resolveu começar a investigar. Possui uma aparência desleixada, se senta de maneira esquisita e segura as coisas com a ponta dos dedos.

Soichiro Yagami: Diretor da Policia Japonesa e pai de Light, se propõe junto de sua equipe para ajudar L no caso Kira. Possui um forte senso de justiça e está disposto a capturar Kira, não importe os meios.

Aizawa: Um dos membros da policia japonesa. Tem forte senso de justiça, e de inicio não confiou em L, por não estar mostrando seu rosto. Um dos poucos, junto de Soichiro a possuir esposa e filhos.

Matsuda: O mais jovem dentre os policiais japoneses, é bastante energético, causando às vezes desconforto entre os membros mais sérios do grupo. De inicio, não se envolve tanto na história, mas se torna peça importante no decorrer da trama.

Mogi: O mais sério dentre os membros, chegando a não soltar uma fala em algumas histórias. Porem a falta de comunicação é compensado em sua eficiência.

Watari: Pessoa que serve como contato para os que querem falar com L, sendo uma espécie de intermediário. Também fornece a L alguns itens usados durante a investigação.

Há ainda inúmeros personagens que aparecem nesta primeira fase, mais alguns que figuram a partir da segunda, mas é valido lerem o manga para conhecer cada um deles, afinal até mesmo os coadjuvantes são interessantes.

Caderninho do mal =P

Os dois principais idealizadores desta obra prima são Tsugumi Ohba, criador da história e Takeshi Obata, famoso mangaká que já trabalhou em Hikaru no Go, Blue Dragon e em Bakuman, também com Ohba fazendo parte. O traço de Obata é rico em detalhes, principalmente em se tratando de texturas, seja metálica, seja em couro, etc. Outro trabalho que Obata encabeçou foi a arte do jogo Castlevania: Judgement, que apesar de mudar a estética da série, os personagens estão extremamente detalhados.

Num é a cara do Light, esse Simon Belmont?!

Normalmente associam histórias bobas e engraçadas quando se falam em mangás, porem em Death Note a história é outra. O clima é bastante denso e adulto, a história é consistente e verossímil, justificando o excesso de falas e teorias, que são validas, se formos considerar existência dos seres citados. Aliás, há momentos em que a trama é tão densa que nos esquecemos da existência de Shinigamis ou de cadernos da morte. As temáticas abordadas no anime vão desde o misticismo puro, indo até o fanatismo, seja religioso ou por uma pessoa em especifico, não ficando preso apenas ao tema policial e investigativo.

Death Note foi lançado aqui no Brasil, e rendeu 12 edições, alem de uma 13ª especial com dados extras, entrevistas com Ohba e Obata, alem de um brinde especial, que é um card contendo o nome real de L. Só para constar, eu tenho as 13 edições, e não as vendo =D.

Para acabar esta matéria, digam ai nos comentários qual é seu personagem preferido, o que achou do final, Light estava certo em querer purificar o mundo? Comente tudo isso ai embaixo.


Super Enquete

07/12/2009

Pesadelos de uma Noite de Inverno – Parte I

07/12/2009

Quatorze de Dezembro de 2009. Arboretum Arnold. 6h00 am.

“Sim, senhor, detetive Alvez. Eles foram mortos e devorados pelo que só podemos deduzir ser um grupo de animais selvagens.” O médico legista aventa uma hipótese. “Tenho que levar algumas amostras para o laboratório para tentar identificar as vítimas e os assassinos, mas que estas mortes são estranhas, elas são.” Ele reitera.

O Colar de Esmeraldas, como é chamado o gigantesco conjunto de nove parques contínuos locados em Boston – Massachusetts, mais precisamente o Arboretum Arnold, foi o palco deste terrível massacre: os corpos (o que restou deles, pelo menos) de duas pessoas foram encontrados por transeuntes que realizavam seu jogging matinal. As folhagens esparsas das árvores cobertas de neve agora estão quase que completamente manchadas por sangue e vísceras das vítimas ao lado de galhos quebrados e chão revirado numa cena grotesca e surrealista como um quadro de Salvador Dali.

“Obrigado, Dr. Miller. Não entendo porque me chamaram já que este crime não parece ser do meu departamento.” O detetive Richard Alvez é o responsável pela investigação sobrenatural e meta-humana do Departamento de Polícia de Boston. Católico e de origem latina, o jovem de trinta e dois anos acha seu trabalho importantíssimo e ele é bom nele.

Os Estados Unidos são foco constante de violência e crimes ditos ‘inexplicáveis e estranhos’, vilões superpoderosos e invasões alienígenas fazem agora tanto parte dos noticiários quanto o aquecimento global ou a crise no Oriento Médio, e uma ala na polícia para lidar com isso torna-se deveras relevante.

“Bem, Nós fomos chamados pelo Senhor Sargent, o diretor do parque, e ele nos informou que não há animais selvagens aqui, o que torna este crime também do seu departamento.”

“Certo, certo. Eu entrarei em contato.” O jovem policial acende um cigarro e amaldiçoa mentalmente quem ou o que quer que tenha cometido esta barbárie. Ele não se importa em acordar de madrugada. Ele não se importa em ter que dirigir até aqui com a neve já precipitando fortemente. Ele não se importa com os gritos histéricos e ultrajados do Sr. Sargent para que tudo seja resolvido logo. Mas ele se importa em descobrir quem causou isso e prender o culpado. É isso que lhe dá forças para continuar o seu trabalho.

Para sua sorte (e do resto do mundo) ele tem também uma aliada com superpoderes…

XXX

DP de Boston. 11h00 pm.

Após passar o dia inteiro interrogando criminosos (alguns dos quais tentaram roubar uma joalheria com raios desintegradores) e preenchendo os relatórios mais enfadonhos que lembra já ter preenchido nos últimos meses, o detetive Alvez recebe um telefonema.

“DP de Boston. Detetive Alvez falando.”

Alô, detetive? Aqui é o Dr. Gregory Miller. Nos conhecemos hoje de manhã.”

“Sim, claro, doutor. No Colar de Esmeraldas. Alguma novidade que não poderia ter esperado até amanhã?”

Bem, detetive, apenas os corações dos rapazes (sim, são dois rapazes) não foram encontrados nos corpos apesar de toda carnificina.” Ele soa bem preocupado. “Animais ‘normais’ teriam devorado tudo o que pudessem.”

“Claro, concordo. Onde posso lhe encontrar?”

Estou no instituto de criminalística de Harvard, mas, detetive, isso não é tudo.” Ele continua sombrio. “Ambos têm marcas recentes pelo corpo, uma espécie de círculo com símbolos. E digo mais, pela reação inflamatória aguda ao redor das lesões, posso dizer que elas foram feitas talvez pouco tempo antes de morrerem.”

Richard fica mudo por um tempo.

Detetive?

“Você me convenceu, doutor. Estou indo praí agora mesmo. Só mais uma coisa: posso levar uma amiga?”

XXX

Instituto de Criminalística de Harvard. 11h30 pm.

“Goetia.”

“Que diabos é isso?”

“É um ramo do ocultismo que lida com evocações e invocações de demônios.” Quem responde é a amiga do detetive, uma mulher belíssima (mesmo para os padrões de uma super-heroína) e emanando uma aura de liderança. “Foi muito tempo utilizada pelo Rei Salomão embora não seja atualmente limitada a conjurar anjos e demônios como Salomão a utilizava.” Ela continua.

Abençoada pelos deuses gregos (a maioria deles, pelo menos) e trajando as armaduras de heróis da antiguidade (alguns deles considerados até mesmo míticos), não é exagero dizer que a beleza desta mulher é divina. Alta e femininamente musculosa, cabelos negros ondulantes, olhos azuis, usando uma armadura e braceletes dourados e prateados com motivos helênicos, um elmo com crina escarlate e uma capa vermelha presa aos ombros por um broche incrustado com a imagem de um cavalo alado: Esta é Wonder Amazon.

Quando o detetive perguntou ao médico se ele poderia levar uma amiga, o legista nunca imaginaria que esta amiga seria a heroína mais famosa de Boston.

“Wonder Amazon está certa. Eu comparei a imagem do círculo com imagens no google e comprovei isso também.” Confirma o Dr. Miller.

“Então eles devem ter conjurado um demônio e não devem ter conseguido controlá-lo.” Sugere Richard.

“Humm… talvez. Eu tenho que pesquisar melhor sobre estes símbolos, doutor. Tenho acesso a alguns tomos bastante antigos.” Wonder Amazon tem experiência em lidar com magia e sabe que, em se tratando de magia negra, quase sempre nada é o que parece ser. “Você poderia me fazer uma cópia dele?”

“Claro.” O médico liga a impressora e começa a fazer a cópia.

A super-heroína, de pé ao lado do legista sentado em frente ao computador, observa atentamente à passagem das fotografias tiradas da cena do crime na tela do computador. Seus dedos, capazes de erguer um caminhão com facilidade, tamborilam suavemente na mesa.

“A carne das vítimas foi rasgada… um tigre (um grande tigre) talvez tivesse força para tal. E olhe este ponto aqui.” Ela aponta na tela. “Apesar de toda a neve ao redor, nesta parte o solo está bem visível. Mesmo o sangue quente recém derramado não seria suficiente para derretê-la tão rapidamente.”

“Você tem razão. Eu não tinha notado isso e, agora que você mencionou, há realmente queimaduras nas poucas áreas de pele remanescentes, mas eu pensei que fossem queimaduras pelo frio.”

“Dr. Miller..”

“Pode me chamar de Greg, detetive.”

“Ok. Greg, e quando a análise do DNA estará pronta para a identificação?”

“Em algumas semanas.”

“Não temos tempo a perder. Mande o DNA das vítimas e os outros materiais da cena para a análise. Enquanto isso, eu e Richard procuramos pistas e você nos deixa a par das novidades.”

É difícil não obedecer ao comando de uma mulher como esta pensa o médico.

“Claro, claro que sim, Wonder Amazon.” Ele lhe dá o papel com a cópia do círculo.

“Ótimo.” A heroína se dirige à janela e a abre. Um vento frio e pequenos flocos de neve entram na sala e ela coloca seu pé esquerdo no batente. Ela toca seu broche fala algo em grego. Um segundo depois, um fantástico cavalo branco alado está voando do lado de fora esperando por sua amazona. “Tenho que ir.” Ela se vira, dá um breve sorriso, depois monta em seu Pegasus e ganha os céus.

Ela realmente tem estilo.

XXX

Quinze de Dezembro. 11h00 am.

Um aposento grande e mobiliado elegantemente com móveis de mogno e outras madeiras nobres. Diversos objetos de arte estão em alguns nichos no local, todos quase que invariavelmente gregos. Estantes e mais estantes de livros também chamam a atenção de alguém que entre nesta sala pela primeira vez.

Anne Teophylaktos é a bela e competente curadora do Museu de Belas Artes de Boston. Ela está em sua sala privada há algumas horas, totalmente concentrada na leitura de diversos livros de aspecto bem antigo e olhando periodicamente para um papel desdobrado colocado sobre a mesa como se tentasse comparar algo.

Alguém bate na sua porta. Ela fecha seus livros e esconde o papel em uma gaveta.

“Pode entrar.”

“Dra. Teophylaktos? A estátua acabou de chegar de Viena da Galeria Belvedere. Precisamos da sua assinatura.” Sua secretária lhe informa.

“Obrigada, Aylin. Estarei lá em um segundo. Qual é mesmo a obra?”

“É de Johan Schaller, chama-se Belerofonte matando a…”

A secretária é interrompida por uma notícia na televisão do escritório. A curadora se vira na direção do aparelho.

“Aumente por favor.” A secretária pega o controle remoto e obedece.

“… E essas são as imagens do assalto ocorrendo neste exato momento no First National Bank of Boston…Dois seguranças foram feridos pelos assaltantes, mas nenhum deles corre risco de vida…” o locutor fala enquanto na tv é mostrada a cena de uma câmera de segurança. Três assaltantes armados rendem os bancários e os clientes.

Instintivamente, a Dra. Teophylaktos já está de pé.

“Algo de errado, doutora?”

“Não. Não. Eu só lembrei que preciso ir ao banco.”

XXX

11h20 am.

“Vamos, seus idiotas, entrem logo no carro.” Um assaltante grita ordens aos seus comparsas carregando tantas sacolas cheias que muitas notas são perdidas com seus movimentos bruscos.

Os três entram no carro e disparam num ziguezaguear pelas ruas da cidade. Em uma das curvas, uma mulher trajando uma armadura de batalha de ouro e prata está parada no meio do caminho.

“É a Wonder Amazon! Essa mulher é louca! Faz alguma coisa, imbecil!” Um dos ladrões grita para o outro assaltante ao volante.

Um ladrão inteligente não enfrentaria a Wonder Amazon sem uma bazuca ou um tanque de guerra. Um ladrão sábio nunca enfrentaria a Wonder Amazon. E esses ladrões não são nem inteligentes nem muito menos sábios. O motorista acelera o máximo que pode em direção à super-heroína tentando atropelá-la.

Ela aceita a investida e corre na direção do carro dos ladrões. É como se o  veículo fosse uma bicicleta indo de encontro a um rinoceronte em carga.

A frente do carro é destruída e a inércia força os dois homens nos bancos dianteiros (sem cinto de segurança afivelados) de encontro ao vidro, o atravessando e os deixando inconscientes no solo apenas com ferimentos leves. O terceiro assaltante, ainda meio atordoado pelo golpe, saca sua arma e atira na heroína duas vezes. Uma armadura medieval ‘normal’ feita de metal não agüentaria um tiro com uma arma de fogo, mas Wonder Amazon usa a Armadura de Hypólita e os projéteis são tão eficazes quanto insetos incômodos.

“Você não devia ter feito isso!” Ela diz séria e se dirige para a porta lateral do carro.

O assaltante tenta sair pela outra porta, porém ela está emperrada com o choque.

Facilmente, ela arranca a porta do carro. O assaltante dá outro tiro que é desviado pelo bracelete da amazona.

“Claro. Como se esse outro tiro fosse mais eficaz que seus dois últimos.” E com um soco ela nocauteia o bandido.

Gregora peta Pegasus.” Ela diz em grego ao mesmo tempo em que toca em seu broche. O fabuloso animal se materializa ao comando.

Wonder Amazon o monta no momento em que consegue ver os carros de polícia se aproximando e voa.

A super-heroína, apesar de ter sua base de operações em Boston, faz parte de um grupo internacional de super-heróis, o International Super Team, IST. Liderado atualmenter por um veterano da Segunda Guerra Mundial chamado Crimson Guardian, o grupo é um dos maiores responsáveis pelo delicado equilíbrio da segurança mundial no que diz respeito aos superseres (nem todos eles de boa índole).

Quando um supervilão tenta destruir o mundo ou quando há uma invasão alienígena, é o IST que lida com isso. Wonder Amazon é uma de suas integrantes mais renomadas e efetivas, não apenas pela sua força e habilidade de combate, mas por seu carisma e liderança. Cada membro do IST tem um ponto auricular que, além funcionar como comunicador, permite o teleporte de seus agentes para os mais longínquos recantos da terra. O ponto de Wonder Amazon começa a tocar.

Srta? Há uma ligação no canal seguro.” Diz um dos operativos.

“Claro, pode passar. Obrigada.”

Wonder Amazon? Aqui é Richard.”

“Olá, detetive Alvez. Eu queria mesmo falar com você.”

Ótimo. Eu tenho informações novas sobre o assassinato no arboretum. Descobri uma senhora que diz que seus dois filhos desapareceram na noite do crime, mas o estranho é que eles não desapareceram nem próximo do Colar de Esmeraldas.”

“E como você relacionou os filhos desaparecidos desta senhora com as vítimas do crime?”

Bem, Os filhos são gêmeos e ambos tem uma marca de nascença que ela diz ter reconhecido nos corpos.”

“Supondo que eles sejam mesmo as vítimas, o que você pode me falar deles?”

Christopher e Jeremy, ambos recém-formados em direito e os melhores de suas turmas. Nasceram em 30 de Novembro e tinham 33 anos. Com muitos amigos e bem populares. E você, o que tinha a me dizer?

“Eu descobri nas minhas pesquisas que os símbolos são Goetia mesmo, são Círculos de Evocação. Servem para evocam um espírito temporariamente para este plano.”

Temporariamente?

“Sim, o espírito só pode se transfigurar permanentemente (ou seja, ser invocado) se um sacrifício específico for realizado.”

Humm… sacrifício? Corações humanos?”

“Sim, apenas para os espíritos malignos. Mas cada um requer um sacrifício diferente. Dia vinte e um próximo será o Yule, um dos Sabbaths dos celtas. Seria a época perfeita para este tipo de ritual.”

Temos menos de uma semana para impedir que isso aconteça então.”

“Sim. Outra coisa, apenas um feiticeiro ou feiticeira muito poderoso poderia tentar consumar este ritual. Eu acho que precisaremos de ajuda.”

E seus amigos seriam uma ótima ajuda.”

“Exato.”

Assim que a conversa acaba, a super-heroína pressiona seu ponto auricular novamente.

“Crimson, eu preciso da ajuda do IST. Quem você tem disponível?”

XXX

11h30 pm.

Uma mulher de beleza estonteante se teleporta para um parque. Ela tem cabelos negros e veste uma esvoaçante toga (apesar de todo o frio desta época do ano, ela não parece sentir nada). Ela segura um pequeno e assustado pássaro preso entre seus dedos.

Ela abre sua mão e a ave voa. Entoando palavras místicas ela transfigura a ave para sua forma original: um rapaz jovem com roupas de policial.

“O-o que você quer comigo? Quem é você?” O jovem trêmulo saca sua arma e aponta para a bruxa.

A outra não responde nada e aponta novamente para o rapaz que larga sua arma por conta de uma dor lancinante no antebraço direito. Um círculo com inscrições estranhas aparece gravado no membro do rapaz como se tivesse sido feito por um instrumento de marcar gado.

“Venha, criatura tripla! A serva de Hecate lhe ordena.”

Um monstro maligno surge na frente dele e o mata com um só golpe de sua pata poderosa, rasgando seu tórax por completo.

“Maldição, você não é o escolhido! Pelo menos seu coração servirá para o ritual.”

O monstro vasculha as entranhas da vítima recém-morta, abrindo sem dificuldade sua caixa torácica e deixando à mostra o coração com uma delicadeza impressionante para uma criatura tão grande. A bruxa se aproxima, com uma adaga retira o órgão e desaparece juntamente com o monstro.

Continua…


Omegacast – Episódio 8 – Óóódio

29/11/2009



AEEEWWWW Galera, finalmente saindo do forno e com muito trabalho, chega o Omegacast 8 onde o ‘cheio de açucar’ Claudio O Dragão Dourado, a  Heloisa, a Aya, o Wesley Pires e o Trent falam das coisas que os deixam com ódio.

Veja quem estava alucinado no cast, quem ‘não odeia odiando’ e quem chega a ter encontro com ‘velhos e cabras coloridas tocando falcão’. Isto e muito mais nesse cast.

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