Destino em Chamas – Parte IV

09/11/2009

Lilith“Só preciso que você aceite, querido.” Diz a voz suave e amorosa da Súcubos chamada Lilith, quase sussurrando.

O bruxo chamado Balsaraph nada responde. Empunhando a Adaga de Pacto ainda suja com seu próprio sangue, ele se aproxima da demonesa que segura um pergaminho aberto com texto escrito em runas abissais. O tiefling, usando a adaga como pena e seu sangue como tinta, assina o pergaminho.

“Está feito!” Finaliza Lilith. “Temos nosso contrato. E eu arisco a dizer que foi o melhor contrato que realizei em tempos.” Ela sorri calmamente.

Ele não consegue mensurar por quanto tempo ele está aqui nesta vazia e fria escuridão fazendo este maldito pacto. O tiefling sabe que o “acordo” é desvantajoso para ele, mas o que ele poderia fazer? Seus amigos (e ele) estão em perigo.

“Agora me leve de volta!” Ele ordena.

XXX

A turba sedenta de demônios cada vez mais cerca o bloco de gelo (que aprisiona Aluriel e Shambala) e Cedrick.

O guerreiro já se recuperou do ataque inicial da maga, mas os seus itens mágicos ainda estão sem poderes. Sua espada Caliburn já não se envolve em chamas e não parece mais tão afiada. Sua armadura mal aguenta os golpes desferidos pelos demônios. Um dos demônios avança e, usando a inércia de seu corpo opulento para aumentar a força do golpe, ataca o humano.

Cedrick consegue levantar seu escudo para se defender, porém o escudo não é mais mágico e se despedaça com o poder da investida demoníaca. Esta foi a última vez que ele salvou a vida de Cedrick.

O guerreiro finalmente consegue (com muito esforço e técnica) matar um dos agressores disformes, no entanto mais três surgem para substituí-lo. Ele olha para sua querida Luri imobilizada no gelo e uma fúria toma conta dele.

“PODEM VIR, ESCRAVOS DO ABISMO! EU NÃO VOU DESISTIR!” Com Caliburn empunhada agora com duas mãos, ele trespassa o tórax de outro demônio.

Mas Cedrick é apenas um guerreiro humano contra um pequeno batalhão de demônios. Ele pensa que chegou seu fim quando uma dúzia de inimigos se assoma ao seu redor e pula em sua direção.

E chamas azuis envolvem a todos. Os demônios atacando Cedrick são reduzidos a cinzas em segundos e o humano não sofre nenhum dano mesmo com as chamas o tocando. Aluriel e Shambala são libertos da prisão gélida (agora uma poça de água). A elfa e o humano ficam atônitos (e um pouco assustados também) quando observam Balsaraph conjurando uma tempestade de fogo. Não um fogo comum. È algo muito mais intenso e poderoso. As labaredas são azuladas e o tiefling as domina com maestria e as controla como se comandasse seus próprios dedos.

“Bal? É você mesmo?”

“Sim, Cedrick, mas não posso explicar nada agora.” Os olhos do bruxo brilham e todos os demônios remanescentes fogem desesperados.

A caçadora não faz nenhum comentário. Apenas continua a observar o bruxo e ele sabe disso, tanto que ele não consegue fitar o olhar de sua amiga.

De repente, a armadura do guerreiro emite uma fraca luz e o seu polimento habitual volta a aparecer.

“Graças aos deuses os poderes dela voltaram.” Diz aliviado. “Pena que o mesmo não pode ser dito de meu escudo…” e ele olha no chão próximo aos restos enegrecidos de um demônio os pedaços do que um dia foi seu escudo. “…e de Caliburn.” A tristeza no rosto de Cedrick volta a transparecer.

“Espere.” Interrompe o bruxo. “Ainda há magia em Caliburn, eu posso senti-la.”

“Como? Nem eu posso sentir isso, Bal.” Questiona a elfa acostumada a lidar com itens mágicos.

“Eu sinto a magia latente. Você sabe onde sua espada foi forjada?”

“Bem, realmente não. Eu a encontrei no tesouro de um dragão que matamos, lembra Luri?”

“Sim, claro.”

“Cedrick, o que eu posso afirmar é que ela foi criada usando energia do Fogo Primal. O mesmo tipo de energia que eu manipulo agora e sinto essa aura em Caliburn. Dormente e Latente. Eu poderia dizer que até agora você usou uma pequena fração do poder real da espada.”

“O Fogo Primal é a mais pura forma do elemento fogo, vinda do próprio plano elemental . E isso justifica como você conseguiu ferir demônios imunes ao fogo, já que nada é imune às energias primais.” Explica a elfa percebendo a confusão no rosto do humano.

“O que você quer dizer, Bal? Que a magia de Caliburn ainda pode ser reativada?”

“Não, Cedrick. Quero dizer que a magia contida em Caliburn pode ser finalmente liberada em toda sua potência. Se você deixar eu a empunhar por um instante…”

O guerreiro não pensa duas vezes e entrega a espada ao seu amigo. Ele sabe que sem o auxílio de seus objetos mágicos ele seria de pouca ajuda ao grupo e se ainda há uma chance, por que não tentar?

Segurando a espada, com uma mão no punho e outra na lâmina, o bruxo se concentra e as runas da espada antes foscas e meio apagadas brilham subitamente. Cedrick tem a impressão que Caliburn cresceu, mas como?

“Está é Caliburn, guerreiro. Deixe que seu calor aqueça sua alma e que suas chamas Cedrick and new Caliburndestruam os corpos de seus inimigos.”

Quando o humano segura Caliburn novamente ele sente o punho da arma quente e acolhedor como se a espada abraçasse um antigo amigo. Apesar do suposto crescimento da arma, ela é incrivelmente leve e balanceada. Cedrick sabe que ele deve empunhá-la com duas mãos de agora em diante, pois tão magnífica e orgulhosa arma não aceitaria ser “dividida” com um escudo ou outra arma inferior na outra mão.

“Eu estou pronto. Vamos!”

E seguindo o guerreiro, o grupo entra na passagem ainda aberta da torre.

XXX

Após atravessarem o portal que dá acesso à torre, há uma única escadaria que leva para cima. As paredes de dentro têm um aspecto úmido (todos podem jurar que é sangue que as umedece até mesmo pelo cheiro agridoce no ar) e são decoradas com ossos e chifres. Um odor pútrido invade a narina do grupo e um quase imperceptível zumbido ecoa ao longe de algum lugar pelo corredor ascendente.

“Que som é esse?” Sussurra Cedrick.

“Parece a entoação de um cântico, um ritual talvez.” Aluriel responde e anda em passos largos o mais rápido e silencioso que pode; Shambala a seguindo de perto.

“Luri, você acha que consegue seguí-los?”

“Se é vivo ou morto-vivo, se é deste plano ou de outro; se existe, eu posso seguir o rastro.” E ela dá um sorriso tímido mas confiante para o guerreiro.

Muitas escadarias se entrecruzam e pequenos salões intercalam uma ou outra. Aluriel e Shambala vão à frente rastreando os inimigos até que…

“Eu os encontrei. Bem, encontrei a maga pelo menos.” Ela sussurra depois de retornar de um dos corredores da torre.

“O que ela está fazendo?” Pergunta o bruxo.

“Está parada em frente a um portal que leva a outro aposento. Ela está mantendo um encantamento, ao meu ver, para manter a passagem aberta.”

“O demônio alado deve ter atravessado o portal e deve estar no outro aposento. Ela talvez tenha que manter o portal aberto para ele poder retornar.”

“E por que ela não o abre de novo mais tarde?”

“Talvez porque ele possa ser aberto apenas pelo lado de fora.”

“Talvez…” A elfa repentinamente curiosa, interrompe o que ia dizer e olha para o tiefling. “Bal, seus chifres estão maiores e mais retorcidos.” Ela aponta.

“Eu senti, mas eu não sou o único que está… diferente.” Ele aponta para a mão de Cedrick e para o dorso de Shambala. “Olhem!”

As mãos do guerreiro são quase como garras agora e pequenas saliências semelhantes a espinhos coriáceos se projetam das costas do tigre branco.

“Aparentemente, apenas você está incólume, Luri.” Diz Balsaraph calmamente.

“Como você pode estar calmo, Bal?” Ela pergunta um pouco mais alto do que pretendia. “Você quer dizer que estão se transmutando em demônios?”

“O termo correto seria ‘Transmogrificação’, mas sim, creio que estamos.”

“O que?” Cedrick está receoso e só notou suas novas “mãos” quando o tiefling chamou a atenção para elas.

“A criatura reclusa (ou presa) nesta torre, Jorhana Lar-Barik, tinha o poder terrível de fundir a essência de um demônio à alma dos seus inimigos; mudando seus corpos e mentes e os tornando seus escravos.” O bruxo explica. “Talvez a resistência à magia natural aos elfos de Silver Glades a esteja protegendo, Luri.”

“Humm, você pode estar certo, Bal. Ela deve estar sendo acordada ou liberta e seu poder pode estar voltando a se manifestar, e você estão sendo suas vítimas.”

“Exato.”

“Não temos muito mais tempo a perder então.” Cedrick já empunha Caliburn e toma a dianteira para o local onde Aluriel encontrou a maga.

Cedrick já pode ver Lorelei de costas e de braços erguidos em direção do portal que Luri descreveu.

Impetuosamente ele corre na direção da maga para surpreendê-la. Por um momento, com a concentração no encanto abalada, a abertura do portal oscila, no entanto ela consegue se teleportar a tempo de não ser cortada ao meio.

“Como vocês conseguiram derrotar os demônios?” ela pergunta surpresa.

Balsaraph nota um vislumbre de preocupação nas feições da maga.

“Não importa, vocês NÃO prosseguirão!” Chamas púrpuras jorram em jatos das mãos da humana. “Sem seus poderes e de suas armas, vocês serão presas fáceis.” Ela ri.

New Balsaraph“Não desta vez, traidora!” Balsaraph se põe à frente de todos e intercepta o ataque mágico com suas próprias chamas azuis.

“O que? Você não tinha esse poder antes!”

“As coisas mudam, vaca!” Luri lança um relâmpago que acerta em cheio a maga. A elfa sabe que a bruxa tem defesas mágicas ativas, mas mesmo assim, ela sabe que a feriu.

Cedrick faz uma investida contra a maga atordoada. Porém, antes que ele desfira o golpe, a maga aponta seus dedos na direção do guerreiro.

“Nosrep Etanimod!” O guerreiro pára no meio do ataque. “Defenda-me!” ela ordena e o humano controlado mentalmente se vira para atacar seus amigos.

“Bal, você e Shambala tentam conter Cedrick. Deixe que eu cuido da maga.”

“Você superestima suas habilidades, caçadora.”

Cedrick, com um olhar assassino como Balsaraph nunca havia visto antes, corre na direção do bruxo com Caliburn em chamas. Imediatamente, o tiefling conjura uma parede de fogo e impede o avanço do guerreiro.

“Cedrick, sou eu, Bal!” o bruxo tenta ajudar o guerreiro a se libertar do feitiço, sem efeitos. “Eu não quero machucar você.”

“Mas eu quero machucar você!” responde o raivoso humano enquanto aponta a lâmina de Caliburn para a parede e começa a absorver as chamas.

Entretanto, antes que a parede mágica desapareça, Shambala pula sobre o guerreiro e o joga ao chão. Sua espada cai de suas mãos, porém continua a absorver a parede de chamas.

“Se você baixar este arco, eu prometo uma morte rápida e indolor, ou pelo menos com pouca dor.” Ironiza a maga.

“Ceeeeerto.” A elfa atira outra flecha que se transforma em relâmpago em pleno ar, mas que é defletida por um encanto da maga humana.

Agora imobilizado pelo corajoso tigre branco Cedrick luta para se desvencilhar, no entanto nem o forte guerreiro é páreo para os trezentos quilos de puro músculo de Shambala. O grande felino não quer machucar seu amigo, senão já teria o dilacerado.

Balsaraph, vendo que o tigre está lidando muito bem com o seu amigo sob controle mental, se concentra em lutar com a força de Caliburn. É irônico que o poder da espada que ele ajudou a liberar agora esteja sugando e se alimentando de suas chamas, mesmo não empunhada pelo seu dono.

Lorelei tira de uma pequena bolsa em seu cinto umas minúsculas sementes e as joga ao ar. “Htworg Tnalp” Imediatamente as sementes crescem em gavinhas gigantes retorcidas e espinhosas e aprisionam Aluriel.

“Depois que eu acabar com você, vou tornar seu amigo humano meu escravo pessoal.” Diz a maga enquanto se aproxima de sua vítima. “Quanto a você, vai dar uma ótima estátua para enfeitar meus aposentos.”

“Err…” As gavinhas apertam ainda mais.

Ela ri descontroladamente e se aproxima ainda mais da elfa presa.

“Enots ot Hself!” E a maga toca a fronte da caçadora.

Aluriel teme que este seja seu fim já que ela sente um calafrio por todo seu corpo, sua visão fica embaçada e seus músculos se enrijecem dolorosamente.

Porém a elfa resiste.

A maga perde um pouco de sua concentração tamanha é a força de vontade da caçadora.

As gavinhas então diminuem a constrição, a elfa pega uma de suas flechas na aljava atravessada nas suas costas e a crava na fronte de sua inimiga. “NUNCA!”

A poderosa maga de Argonast morre instantaneamente.

Com a morte de Lorelei Spellbreaker, as gavinhas desaparecem, Cedrick volta a controlar seu corpo e o portal começa a se fechar.

Todos se entreolham.

“Temos que impedir que este mal ressurja, Bal.” Cedrick se levanta ajudado por seu amigo tigre.

“Se entrarmos neste portal, talvez não possamos voltar.”

“Nós viemos aqui em busca de tesouros e agora talvez haja a probabilidade de não sobrevivermos?” Pergunta a Elfa. “Eu topo.”

Os chifres de Balsaraph estão maiores ainda, Cedrick agora tem orelhas pontudas também e Shambala está um pouco mais inquieto que o de costume.

Todos ficam felizes de não estarem sozinhos nesta aventura.

Continua…


Destino em Chamas – Parte III

27/10/2009

Vor-Vagral“Eu já andei por montanhas de escarpas tão afiadas quanto adagas e pântanos fedorentos e intransponíveis, mas esse lugar ganha de todos eles.” Reclama Aluriel se referindo ao terreno totalmente inóspito por onde andam. Torres semidestruídas, uma arquitetura pontiaguda e negra e vermelha, piras de fogo ainda acesas e suas ruas irregularmente elevadas.

“Estas ruas e avenidas foram perfeitas um dia, Luri. Mas depois do cataclismo tudo foi literalmente revirado de cabeça para baixo.” Explica Balsaraph como um tutor.

“Silêncio!” Admoesta Lorelei. “Esse lugar todo fervilha em magia antiga, esquecida e adormecida. Não podemos nos dar ao luxo de acordar um demônio ou algo pior.”

“Crie uma Muralha de Silêncio então!” Rebate a elfa não acostumada a ser repreendida (ainda mais por uma humana).

“Eu estava reservando energia para quando for mais necessário.” Rebate a maga.

“É melhor evitar uma luta.” Finaliza a elfa.

Por um segundo, Cedrick acha que Lorelei vai disparar uma bola de fogo na caçadora e, inconscientemente, coloca a mão no punho de Caliburn. Aluriel não desvia o olhar…

A maga quebra a situação desconfortável levantando suas mãos em movimentos cabalísticos e conjurando o encantamento chamado Muralha de Silêncio, impedindo que qualquer som delate a presença do grupo. Eles ainda conseguem falar e ouvir uns aos outros, mas nenhum ruído nem mesmo o som de suas respirações pode ser percebido por alguém fora da área do encantamento.

“Bem, como eu estava dizendo…” Aluriel olha com escárnio uma última vez para a humana. “Eu odeio este lugar, Bal.”

“Luri, você está jogando um jogo perigoso. Ela é uma Maga de Argonast.” Sussurra o tiefling, preocupado.

“E eu sou uma caçadora élfica de Silver Glades. E não gosto dela.”

“Você não gosta dela ou do jeito como Cedrick olha para ela?” O bruxo fala e sobe um declive que um dia foi uma calçada para ficar ao lado do guerreiro humano.

A elfa deixada para trás está atônita com as palavras de seu companheiro de aventuras e ela pensa se o que o tiefling falou tem algum fundo de verdade…

XXX

“Cedrick, eu acho que estamos sendo seguidos.” Diz Aluriel ao seu amigo humano, enquanto olha para trás por cima de seu ombro.

“Não seja ridícula. O encantamento de Lorelei está nos protegendo.” Ele responde secamente.

“Ele protege contra sons, mas ainda podemos ser farejados e vistos.”

“Luri, você tem que parar com isso. Você foi muito grosseira com ela. Ela nos teleportou e foi muito útil no combate com as gárgulas.”

“Tudo bem, Cedrick. Me desculpe. Mas ainda acho que estamos sendo seguidos.”

“Pois bem, Luri, e o que você quer fazer?”

“Eu e Sham podíamos fazer um reconhecimento nas redondezas e seguí-los à distância.”

“Certo, só tome cuidado.” A elfa nota um tom menos indiferente em seu amigo.

“Eu sempre tomo.”

XXX

O guerreiro, o bruxo e a maga seguem com certa dificuldade pelo terreno instável e o que levaria minutos tornam-se horas de caminhada.

“Você já esteve aqui antes, Lorelei?” Pergunta Cedrick.

“Sim. Astralmente, mas fui impedida de prosseguir por algumas barreiras místicas ainda impressionantemente ativas depois de tanto tempo.”

“E qual o nosso destino?”

A maga aponta para uma torre se sobressaindo na paisagem avermelhada.

“A Torre de Azeviche.”Torre de Azeviche

Cedrick e Balsaraph se entreolham. A Torre se ergue à distância, pontiaguda como a maioria da arquitetura de Vor-Vagral e incêndios e relâmpagos vermelhos envolvem-na.

“Ela é o lar de uma demonologista Tieflord poderosíssima chamada Jorhana Lar-Barik, líder do clã Lar-Barik.” Explica o tiefling. “Dizem que ela matava seus inimigos com um olhar e que depois eles imediatamente ressurgiam transmutados em demônios ao seu comando.”

“Exatamente. Talvez seja uma das poucas construções ainda íntegras em toda a cidade. Muito antes do cataclismo, dizem os livros, ela se trancou na torre e apenas se comunicava com o resto da cidade através de seus escravos infernais.” Termina a maga.

De repente, um rosnado baixo é ouvido por todos. Da escuridão surgem criaturas do tamanho de um cão, mas esguias e esquálidas, espinhosMastim Demoníaco proeminentes no dorso esquelético, a cauda terminando no que parece ser uma maça óssea, com presas afiadas numa mandíbula aberta de forma a mostrar toda a fome das feras. Elas avançam.

A primeira delas, no entanto, é atingida em cheio por um relâmpago e cai abatida. A segunda tem todo o flanco esquerdo estripado pelas garras de um enorme tigre branco que surgiu do nada. As outras cinco criaturas remanescentes hesitam. E é tempo suficiente para o restante do grupo se preparar.

As feras foram espertas, elas escolheram um ponto onde o grupo ficaria em desvantagem numa posição mais baixa. Mas Aluriel e Shambala foram mais espertos e estão num ponto ainda mais alto.

Cedrick saca Caliburn. Balsaraph aponta na direção das criaturas e as amaldiçoa. Lorelei flutua no ar e se concentra. Duas das feras pulam no guerreiro tentando acertá-lo com suas caudas-maça, mas o escudo mágico impede o sucesso do ataque. Outras duas tentam escalar umas paredes laterais para ter acesso à maga flutuando. A última ataca o bruxo, mas a maldição que ele lançou previamente confunde a mente da fera e ela tropeça e cai prostrada no chão. Bal apenas sorri.

Aluriel abate mais uma das criaturas atacando o guerreiro. Shambala, aproveitando a desvantagem da fera caída no chão perto do tiefling, a dilacera em pedaços. Cedrick corta o crânio da criatura restante ao meio. O bruxo, observando ainda duas delas alcançando Lorelei, dispara uma bola de fogo em uma delas, a transformando em um monte de carne carbonizada. A maga ainda a uma distância segura aponta para a última fera.

“Enots ot Hself!” Ela diz e agora a criatura é uma estátua de pedra.

“Algum ferido?” O humano pergunta.

Todos respondem que não. A elfa graciosamente desce de seu esconderijo, tira um pedaço de carne seca e a entrega a Sham. “Bom trabalho, querido!”

“Você também fez um bom trabalho, Luri.” Cedrick elogia.

“Vamos temos um longo caminho pela frente ainda.” A caçadora o ignora e continua em direção à torre.

“O que foi que eu fiz?” O humano pergunta.

“Bem, meu amigo, se você acha as humanas difíceis de entender, imagine uma elfa com o dobro da sua idade?” Conforta o tiefling.

XXX

“Bal, eu não acho que uma torre importante como essa parece ser estará desprotegida.” Diz a caçadora o mais baixo que pode apenas para o bruxo.

“Claro que não, Luri. Mas acho que estamos à altura do desafio, não?”

“Eu não sei, Bal. Afinal, o que eram aquelas coisas que enfrentamos?”

“Não faço idéia. Guardiões talvez. Mastins demoníacos como eram comuns nos tempos da glória de Vor-Vagral. Eles patrulhavam as vias da cidade a procura de intrusos, na época, especialmente Dragonborns.”

O tigre branco levanta as orelhas e com uma bufada avisa a caçadora sua amiga que notou algo.

“Escondam-se!” Ela rapidamente diz.

Todos procuram um lugar. Cedrick e Balsaraph se postam atrás de uma coluna quebrada. Lorelei fica invisível. Aluriel segue Shambala escalando uma parede como se ela fosse tão felina quanto seu amigo e os dois se abrigam num nicho numa parede próxima.

Demon1A visão é aterradora. Eles sabem que os seres não são deste plano de existência, sabem que eles vêm do Abismo. Mas nem Aluriel nem Balsaraph reconhecem de qual raça eles fazem parte. São deformados e multiformes, mas uma coisa é certa: todos têm garras malignas, chifres e o olhar assassino. A luz do céu violáceo dá uma coloração perversa e funesta ao grupo de demônios e os aventureiros escondidos sentem um calafrio quando, logo depois deste grupo, um outro ser vem como se escoltado. Ele é alto e muito atraente, tem pele azulada e torso desnudo, cabelos e asas angelicais branquíssimos. Mas os chifres retorcidos em sua testa e sua aura infernal são suficientes para quebrar todo encanto de beleza dele. O coração de todos pula uma batida quando eles notam que o grupo se dirige à torre também.

Temos que seguí-los! Diz a voz de Lorelei Spellbreaker na cabeça dos aventureiros. Talvez eles saibam como entrar na torre.

Concordo. Respondem mentalmente Cedrick e Balsaraph.

Sai da minha cabeça, mulher! Grita em pensamento a elfa.

Como você quer que nós nos comuniquemos? Falando? Retruca a humana.

Aluriel não consegue ver a fisionomia da maga mas sabe que ela está sorrindo.

Está bem, então. Mas se vamos seguí-los, faremos da minha forma. Pensa a elfa irritada. Se eles são demônios mesmo, devem ter outros meios (que não a visão nem a audição) de nos detectar, mas seus feitiços ainda podem ser úteis, maga.

Lorelei levanta novamente sua Muralha de Silêncio, conjura Invisibilidade em todos e eles seguem calmamente a experiente caçadora.

XXX

Mais algumas horas e eles alcançam os limites incandescentes da Torre de Azeviche. Apesar de muitos focos de chamas e destroços, ainda há como andar pelas redondezas. O grupo de demônios leva o ser próximo à torre. Só agora os aventureiros, para seu horror, conseguem observar que jorram jatos do que só pode ser sangue de protuberâncias afiladas na lateral da construção.

Vamos, temos que chegar mais perto. Diz a voz de Lorelei e todos se aproximam invisíveis e inaudíveis.

Os demônios falam em Abyssal, a língua do Abismo. Apenas Balsaraph e Lorelei entendem, mas como todos têm suas mentes (mesmo que superficialmente) conectadas, todos conseguem compreender.

“Bem, irmãos.” Diz o ser alado. “Finalmente é chegada a hora de Demon Xencontrarmos nossa senhora Jorhana. Por suas atitudes e feitos grandiosos, ela foi aprisionada nesta torre pelos seus próprios irmãos Tieflords e apenas um Tieflord pode libertá-la, certo maga?” Tudo acontece muito rápido. Todos imediatamente tornam-se visíveis.

“É claro que você está certo, meu amado.” Responde a traidora enquanto se teleporta para o lado do belo ser.

Aluriel já tem uma flecha apontada para o coração da humana e Shambala retesa os músculos de suas patas traseiras prontas para desferir um salto mortal. Ambos são presos em um bloco de gelo com um movimento de mão do ser alado (não fosse por isso, a maga já estaria morta). Cedrick ordena que Caliburn se envolva em chamas e avança em direção da maga.

“Pelas Chamas Abascantes de Argonast!” Ela grita e labaredas púrpuras cercam o guerreiro.

Cedrick se sente fraco, as chamas de suas espada se apagam e seu escudo mágico parece não emitir o brilho característico; até sua armadura parece velha e fosca. Ele se ajoelha. A Maga ri descontroladamente.

“TRAIDORA, EU TE AMALDIÇÔO!” Grita desesperado o bruxo e lança todas suas maldições em Lorelei.

Ela, ainda com as chamas púrpuras queimando suas mãos, anula facilmente o ataque mágico de Balsaraph.

O tiefling sente uma pancada na parte de trás de sua cabeça e é atordoado. Um dos demônios o agarra e o leva para perto da torre.

“Vamos, pequeno bruxo, QUEIME!” O ser alado se ajoelha próximo ao tiefling e segura seu queixo. A maga força as mãos de Bal a tocarem as paredes da torre.

O bruxo não consegue resistir ao comando do Lorde demoníaco, ele se evolve em chamas e estas chamas começam a incendiar a torre. Ele sente sua energia vital sendo sugada e consegue ver uma entrada se materializando.

Quando tudo acaba, ele, semiconsciente, vê os dois amantes entrando pelo portal aparentemente aberto por ele. Olha para seus amigos e os vê abatidos e dominados com um bando crescente de demônios os cercando.

“Eu preciso de ajuda!” Bal consegue reunir forças para desembainhar sua Adaga de Pacto, corta sua mão e joga seu sangue no chão. “EU PRECISO DE AJUDA!!”

Tudo fica negro. O tiefling força sua visão e consegue ver se assomando uma figura feminina de seios fartos e curvas voluptuosas.

“Lily?” Ele pergunta incrédulo. “Lily do Olho da Górgona?”

“Querido, você clamou por ajuda e eu vim.” E a atendente da taverna muda de forma. Asas coriáceas saem de suas costas, ela fica totalmente nua, chifres crescem entre seus cabelos negros. “A propósito, você pode me chamar de Lilith.”

Lily/Lilith

Continua…


Omega Cast – Episódio 7 – MMOmega

16/10/2009

omegacast_7__ copy

AEEEWWWW Galera, finalmente em bons servidores para entrar no Omegacast 7 onde a Guilda formada pelo Paladino noob Claudio O Dragão Dourado, o Dark Elf (Mago, Shaman, Druida, Hunter, Etc…) Fábio “Demo” Moraes, a Gladiadora ambidestra Nathy, o Bárbaro (classe, não o adjetivo) Wesley Pires e o Dark Paladino Trent aceitam uma Quest para desvendar os MMOs.

Veja quem ajuda e quem anarquisa os noobs, quem foi sempre um noob frustrado e quem já jogou mais de 50 MMOs. Isto e muito mais nessa nova aventura.

Contatos:

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Vídeo: Final da Familia Dinossauro

PodCast : Insert Subject Com a Participação do Claudio

Podcast: Legendas.tv da amiga do Fábio

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Vídeo: Abertura do City of Heros

Imagem: Oz o MMO de Pesca

Vídeo: Trailer do Old Replublic

Imagem: Screen shot de lineage 2 [1][2][3]

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Nihon no Sekai – Você é Otaku?

14/10/2009

Bom, antes de qualquer coisa irei fazer a pergunta: Você se considera Otaku?

Evento_anime

Acho que todos ai são

No significado real da palavra, Otaku é aquela pessoa aficionada por alguma coisa, seja ela somente animes e mangás, ou action figures, tem que ser fissurada naquela coisa. Aqui no Brasil, normalmente o termo é associado àqueles que gostam da cultura japonesa e seus derivados, mais pendendo para os animes e mangás, e em alguns casos abrangendo também o J-Pop, J-Rock, Visual Kei, Tokusatsu (ou “Tokusaco”, como certos membros deste site dizem) dentre outras coisas vindas da cultura nipônica. Porem o termo anda sendo usado de maneira pejorativa.

Anatomia de um Otaku, segundo a internet

Anatomia de um Otaku, segundo a internet

Em longas conversas com meus amigos, um deles soltou a seguinte frase: “estão tratando os Otakus como idiotas. Eu sou Otaku, mas não sou idiota!”. De inicio eu zuei, mas depois fui ver e para os que não estão imersos nesse meio realmente somos tratados como tal. Normalmente em eventos de anime em geral, nos encontramos com pessoas com alegria excessiva, que se diverte com pouca coisa, ao ver seu personagem favorito sendo representado por alguém (os famosos cosplayers) ou então simplesmente pro ver alguns amigos que não costuma ver há muito tempo, salvo em eventos como este. Para nós, isso é absolutamente normal (eu sou esse tipo de pessoa), porem em alguns casos temos que dar o braço a torcer, pois algumas situações nos dão uma extrema raiva, como exemplo o excesso de “kawai,kawai” ou de outros termos nipônicos, como “sugoi”, “iosh” entre outras coisas. Mas há aquelas pessoas que temem ser chamadas ou se denominar otaku por conta da imagem que as pessoas fazem da gente, principalmente quem tem mais idade, já que para os não imersos nesse universo esse tipo de ação é “coisa de criança” ou coisas mais baixas que isso.

Conhece isso ai?

Conhece isso ai?

Porem, esse tipo de coisa nada mais é do que uma imagem feita superficialmente pelos outros. Ser Otaku não é apenas se vestir como seu personagem favorito ou ir em eventos. O simples fato de gostar de uma série, seja anime, mangá, Tokusatsu ou Live Actions já o torna um Otaku. Não tenha medo desse termo ser usado de maneira pejorativa, pois vale lembrar que antigamente o termo Nerd também era usado de forma ofensiva e hoje é uma condição que muitos afirmam ser com o peito aberto. Se gosta de alguma coisa, não mais tenha medo de mostrar isso, com medo da opinião alheia.

Porem é fato de que as características do publico Otaku rende inúmeras piadas na internet, e até mesmo entre os próprios Otakus. A prova disso é a página da Desciclopédia sobre o termo, mas só veja caso não se importe com opiniões diversas, pois o artigo é um tanto ofensivo para alguns mais puristas. Porem garanto que irá rir bastante e até achará algumas coisas com um certo sentido no artigo. Vejam no link:

http://vist.as/wiki/Otaku

Mesmo depois disso, eu ainda sou Otaku, e você?


Começou o Premio PodCast

06/10/2009
logo premio podcast

E ai galera,  começou hoje dia 6/10/2009 a votação para o prêmio podcast 2009 e nós estamos concorrendo. Esse prêmio tem como incentivo divulgar o podcast nacional e é uma iniciativa do Ed Silva.

E como divulgamos no último podcast, preparem seus cliques e ajudem o Omega a chegar em alguma posição razoável.

Clique Aqui pra votar

É só clicar no logo aqui do lado ou lá em cima e vote.

Pode-se votar somente uma vez por categoria, mas isso não impede que você (com o mesmo IP) vote em outra categoria. Você pode votar no Omegacast, no Nowloading,  no Papo de gordo e no Nerdrops com o mesmo IP pois todos são de categorias diferentes, então vote sem medo de ser feliz.

Uma observação: o sistema não está funcionando nem no Chrome e nem no Opera, mas os organizadores disseram que estão tentando arrumar o problema e que deve estar tudo em ordem logo.


The International

01/10/2009


the_international_poster1Para aqueles que gostam de filmes relacionados à conspiração e tramas envolvendo grandes empresas e políticos, eis um ótimo filme.

The International, dirigido por Tom Tykwer, faz com que realmente pensemos nos podres que o sistema bancário tem, e como estes nunca são levados à tona como deveriam.

Clive Owen é Louis, um agente da Interpol que começa a ficar obcecado em derrubar o poderoso banco The International após seu amigo ser assassinado. Naomi Watts é a promotora que trabalha com ele.

Um lance positivo do roteiro é colocar os dois já trabalhando juntos, e não ficar mostrando trivialidades do tipo “não se conhecem, contem seu passado”. Pois este não é o foco do filme.

O filme conta com tomadas geniais como o tiroteio no Guggenheim, que é feito com uma violência crua e real sem cair na “rotina de tiroteio” (que são exageradas e com movimentos mirabolantes). Você realmente sente como se qualquer um dos personagens pudesse morrer na cena.

Alguns fatos interessantes que ocorrem no filme e demonstram a ótima direção de Tom Tykwer é a forma que ele elimina certas personagens da trama, utilizando ou palavras ou contextos que se encaixam perfeitamente, gerando até uma certa metalinguagem na cena.

Um filme de sutilezas e inteligência que foge dos clichês atuais, é algo que deveria ter mais atenção do que robôs  de brinquedo.

PS: Peço perdão por ter abandonado a coluna, agora realmente tentarei seguir em frente e avante!

Prometo até domingo mais uma postagem.


Destino em Chamas – Parte II

28/09/2009

CanyonPassaram-se dois dias e o grupo de aventureiros consegue (após mais encontros com diversos grupos de aranhas monstruosas, para o desgosto e asco de Cedrick) abandonar a floresta guiado pelas habilidades ímpares de Aluriel e Shambala.

“Eu, a partir de hoje, sigo SEMPRE pelas estradas comerciais apesar dos homens-rato, ladrões e dragões ou o que seja.”

“Pare de reclamar, Cedrick!” Falam a elfa e Balsaraph (já quase esquecendo o incidente com o incêndio na floresta). E se o belo tigre branco pudesse falar, com certeza ele também teria se juntado ao coro.

“Não estou reclamando! Só quero dizer que prefiro enfrentar mantícoras assassinas a vermes de oito patas e….”

Antes que o guerreiro continue a tentar se explicar, todos (talvez exceto Balsaraph) são atordoados pela presença de um gigantesco cânion com suas paredes sinuosas e abruptamente escavadas e, muito além deste, outra visão aterradora: um céu ominoso, nuvens negras e arroxeadas carregadas com o que pode apenas ser chuva não-natural. Um vento frio e sibilante enregela os ossos de todos. Aluriel sente o corpo quente (e arrepiado) de Shambala tocando suas pernas em busca de conforto e ela passa sua mão carinhosa no pêlo eriçado de seu amigo.

Todos se entreolham.

“Mas que tipo de magia é essa, Bal?” Cedrick pergunta enquanto aponta para o fenômeno celeste macabro.

Um relâmpago avermelhado estrondosamente corta o céu no local apontado pelo guerreiro como que em resposta a sua pergunta.

“Naquele local, sob aquele céu, está nosso destino.” Responde o tiefling. “Dizem os livros antigos que este fenômeno climático era uma constante no auge do império dos Tieflords (como eram chamados os tieflings na antiguidade). ‘Os céus de Vor-Vagral chovem sangue e chamas como uma benção de nossos patronos’ dizia um dos textos.” Balsaraph fala mais para si que para os outros, como se forçasse sua mente a recordar os detalhes de seus estudos.

Shambala rosna mostrando sua inquietude.

“Todos nós sentimos a mesma coisa, Sham.” O tigre se acalma e lambe a mão da elfa.

“Tudo bem, mas ainda não chegamos lá. Temos ainda este cânion para atravessar e isso levaria (sem mais empecilhos), pelo menos, mais três dias. Acho que seus cálculos sobre o tempo de viagem estavam errados, Bal.” Raciocina o humano.

“Nem tanto. Conheço um meio mais rápido de atravessá-lo. Sigam-me!” Diz confiante o bruxo.

Cedrick e Aluriel se entreolham desconfiados.

XXX

Poucas horas de caminhada circundando os limites do cânion e o grupo se depara com um paredão rochoso e, aparentemente, não nenhum outro meio de prosseguir.

Um vento agourento sopra do vale ao lado.

“Espere… Eu posso sentir a magia neste lugar.” A elfa olha ao redor, procurando a fonte mágica.

A sensibilidade arcana dos elfos é impressionante pensa Balsaraph.

“E você está certa, minha cara. Esta é a entrada para Argonast.”

“Argonast?” Aluriel usa um tom de reconhecimento.

“Você já ouviu sobre este local, Luri?”

“Sim, Cedrick. Eu sei sobre os Magos de Argonast. O local tem este nome por conta de seu fundador, um poderoso mago humano. Ele pregava a neutralidade e é renomado por ter criado um potentíssimo feitiço: As chamas abascantes de Argonast.”

“E com elas é possível anular temporária ou definitivamente as propriedades mágicas de um objeto ou os poderes mágicos de alguém.” Completa o bruxo.

“Certo, esta conversa é muito instrutiva mas como entramos neste lugar maravilhoso?” Zomba o guerreiro bem mais acostumado com a ação (contanto que esta ação não envolva aranhas).

O tiefling, algo irritado pela falta de respeito de Cedrick, murmura um encantamento.

Símbolos e runas de cor púrpura brilham e, na superfície rochosa anteriormente intransponível, uma passagem semicircular surge revelando um túnel escuro.

“Depois de vocês.” O bruxo faz uma mesura exagerada e acena para seus companheiros entrarem.

“Como você possivelmente poderia saber como entrar aqui, Bal?” É Aluriel que está incrédula.

“Digamos que eu tenha… contatos aqui.”

Ao atravessarem o pórtico, esperando encontrar câmaras talhadas na rocha, eles são surpreendidos por uma miríade de plataformas flutuando em um vazio negro. Cada uma das plataformas possui um espelho prateado do tamanho de um elfo adulto pendurado em uma parede invisível. Várias delas possuem estantes cheias de livros e pergaminhos. Outras são ocupadas por seres de raças e espécies inimagináveis (com tentáculos por mãos, ou asas por braços ou até com mais de uma cabeça). A entrada pelo rochedo leva a uma dessas plataformas.

Repentinamente uma forte lufada de vento é sentida e o farfalhar de asas é ouvido.

Um ser colossal com a forma de uma serpente com asas de pássaro e mostrando uma mandíbula poderosa cheia de dentes como os de um lobo.Quetzal

“Bem vindos a Argonast.” A criatura fala num tom monótono mas amistoso e cortês. “Sintam-se honrados pois são poucos os mortais que ainda visitam nosso santuário.”

Todos fazem mesuras.

“Eu me chamo Quetzal e serei seu transporte aqui já que fui informado que nenhum de vocês pode voar ou se teleportar, como a maioria de nossos visitantes.”

A criatura alada pousa na plataforma onde está o grupo e deixa suas costas à mostra para que subam nela.

O tiefling é o primeiro a se aproximar de Quetzal. Ele olha para os outros. “Vamos. É seguro e ele é confiável. Minha amiga aqui o enviou.”

“O tiefling fala a verdade. Eu não lhes ofereço nenhum perigo e Lady Lorelei me enviou assim que soube de sua chegada.”

Todos resolvem subir, apesar de Aluriel ter que convencer Shambala a confiar também.

No dorso de Quetzal, eles ainda observam mais e mais coisas maravilhosas e indescritíveis. Eles se aproximam de uma plataforma mais simples em comparação com as outras. Uma mulher humana belíssima vem recebê-los quando eles pousam no local após dispensar Quetzal com um afago no focinho. Ela usa trajes (mínimos) azulados e tem cabelos longos e negros. Aluriel sente imenso poder emanando dela mas o que mais incomoda a caçadora élfica é o modo como Cedrick olha pra ela.

Lorelei Spellbreaker“Lorelei Spellbreaker. Um prazer vê-la novamente.”

“Balsaraph. Da última vez que nos falamos,” Ela olha discretamente para o espelho prateado. “você me disse que viria sozinho. Quem são seus amigos?” Ela questiona num sorriso.

“Eu sou Cedrick.” O guerreiro toma a frente antes mesmo de seu amigo tiefling o apresentar. A elfa revira os olhos. “Esta é Aluriel e seu amigo Shambala.”

Mesmo começando a odiar a maga, Aluriel ainda é uma elfa de Silver Glades muito bem educada e faz um movimento lento com a cabeça, cumprimentando a humana.

“Imagino que estejam cansados da viagem. Podem descansar aqui enquanto ainda podem pois não sabemos quando nós descansaremos de novo.”

“Nós?” Pergunta a elfa olhando do bruxo ao sorridente guerreiro.

“Sim. Eu irei com vocês, caçadora.”

XXX

Cedrick é o primeiro a acordar. Apesar de não haver nenhum luxo (ou  sequer camas) na plataforma flutuante, todos tiveram um sono confortável e reparador. O guerreiro nota sobre uma pequena mesa vinda de lugar nenhum um carneiro assado, frutas e vinho de ótima qualidade. Ele pega uma maça e um pouco de vinho e se dirige à maga que ele vê sentada em um banquinho em frente ao espelho prateado.

“Bom dia!” Ele fala, se aproximando.

“Bem, aqui dentro é difícil saber se é dia ou noite, mas ‘Bom dia’, bravo guerreiro.” Ela está sorrindo.

O humano não consegue visibilizar direito, mas imagens passam em grande velocidade na superfície do espelho mágico. Notando a curiosidade do jovem, a maga explica.

“Um espelho visionário. Muito útil se você sabe como utilizá-lo. Foi assim que eu contatei Balsaraph no momento em que Vor-Vagral emergiu após o terremoto.”

“Pode me mostrar Vor-Vagral?”

“Sim” Ela faz um movimento com as mãos. “Mas não consigo ver nada além dos limites externos da cidade. Mesmo após milênios de sua destruição, os encantamentos protetores ainda são muito eficazes impedindo perscrutações mágicas ou teleportes.”

Cedrick já consegue ver a arquitetura da cidade. Tijolos e paralelepípedos avermelhados, ossos pontiagudos carbonizados nas paredes, grandes piras agora apagadas e vários pontos chamuscados nas construções. A luz violeta do céu dá uma tonalidade doentia à cidade, mas mesmo assim Cedrick percebe que este local não era pequeno e nem pouco importante.

“Fico feliz de uma maga nos acompanhar num lugar como este.”

Ela sorri mas não responde nada.

XXX

Depois de se alimentarem e agradecerem a hospitalidade recebida, chega a hora da partida.

A maga desenha um enorme pentagrama no chão, acende incensos e velas especiais. Profere um encantamento e todos são instantaneamente transportados para um dos limites de Vor-Vagral.

“Observem a glória do império de Bael-Turath!” Ela diz assim que chegam. Nem mesmo Balsaraph estava totalmente preparado para a visão ante o grupo. O cânion foi deixado para trás num literal passe de mágica e a sua frente a majestosa cidade (mesmo destruída, ela é majestosa) se assoma.

“Tomem cuidado. Demônios e outros males inomináveis ainda podem estar percorrendo estes corredores.”

Mal o tiefling os adverte e um relâmpago vermelho como sangue atinge duas estátuas nas proximidades.

Dois gigantes e corpulentos demônios de pedra tomam vida. Asas se abrem e músculos em séculos de paralisia angustiante se retesam e se acostumam com a nova animação mágica; garras afiadas que já cortaram mGárgulailhares de gargantas brilham na luminosidade violácea do céu: Gárgulas.

Os dois monstros recém animados são o tipo de terror que este lugar reserva. Começam a voar, seus olhos brilham com o vício da matança e eles mergulham em direção do grupo de aventureiros. Essa é toda a boa vinda que Cedrick espera receber deste local.

O guerreiro levanta seu escudo e um pequeno campo de força protege a todos das investidas iniciais dos monstros. Eles não têm nenhum ponto onde se esconder locados entre duas encostas rochosas irregulares.

“Eu não vou aguentar por muito tempo!”

“Separem-se! Somos presas mais fáceis todos juntos aqui!” Grita a elfa, enquanto sae do campo protetor criado pelo amigo humano e começa agilmente a escalar uma das paredes laterais juntamente com Shambala.

Balsaraph vai para o outro lado, conjura seu manto de chamas ao redor de si e começa a formular seu próximo feitiço na sua mente.

Lorelei permanece no seu lugar e se concentra. Suas mãos começam a emitir uma estranha luz violeta.

Uma das gárgulas continua atacando o guerreiro (protegendo apenas a maga agora); a outra escolhe atacar o tiefling já que a elfa sumiu nas encostas.

Cedrick abaixa seu escudo e Caliburn se incendeia e golpeia a criatura. É como golpear rocha sólida e a gárgula parece não sofrer nenhum dano.

Relâmpagos-flecha atingem a mesma gárgula que atacou Cedrick também sem nenhum efeito evidente. Shambala escala ainda mais a encosta e procura o ponto perfeito de ataque.

Bal termina seu novo feitiço e começa a cuspir um jato de fogo semelhante a uma baforada de dragão vermelho (apesar de logicamente menos potente). A gárgula parece sentir o ataque e fica mais irritada.

Lorelei ainda mantém sua concentração.

O guerreiro defende mais um ataque mirado em sua garganta. “Luri! Me dê cobertura aqui!”

Outra flecha de relâmpago atinge a gárgula sem o intuito de causar dano, mas tentando distraí-la. E funciona. Virando a atenção para o ataque da elfa escondida nas encostas, a criatura baixa sua guarda e tem a espada do humano atravessada em um dos seus flancos. Urrando de dor, ela se afasta do humano, alçando vôo mais alto. Shambala já tendo preparado seu ataque, pula no dorso da criatura que não suporta o peso do grande felino e se choca contra a parede, sendo reduzida a pó rochoso.

Balsaraph não tem tanta sorte e é agarrado pela gárgula que, ignorando seu manto de fogo, sobe com ele alto ao céu violeta.

“BAL?!” grita o humano.

Lorelei termina seu encantamento e aponta para a gárgula agarrando o bruxo. “Pelas chamas abascantes de Argonast!” Chamas púrpuras explodem de suas mãos e atingem a gárgula.

O monstro de pedra não entende o que houve. Não consegue fazer mais nada, seu corpo se enrijece e se estilhaça em mil pedaços.

Bal está em queda livre e desesperado.

Llaf rehtaef” lança a maga, o tiefling desacelera no ar e chega incólume ao solo.

“Obrigado, Lorelei.” Agradece o bruxo.

“Todos estão bem?” pergunta o guerreiro.

“Sim.” Todos respondem.

Aluriel desce da encosta com o tigre branco. “Isso foi só o começo, eu imagino.”

“Certamente.” Diz a maga. “Vamos prosseguir.”

A elfa deixa a Lorelei seguir na frente com Cedrick e fala apenas para o tiefling.

“Eu não confio nela.”

“Não seja ridícula, Luri. Ela está nos ajudando.” E ele segue seus amigos na frente.

A elfa olha ao redor mais uma vez e outro relâmpago vermelho corta os céus. “Vamos, Sham. Não vamos deixar eles sozinhos com ela.”

Continua…


Omega Cast – Episódio 6 – E na TV: Sitcoms

23/09/2009

omcast6

Aeww galera, o Omega Cast 6 está no ar e hoje Claudio O Dragão Dourado, Fábio “Demo” Moraes, Trent, Wesley Pires e Heloisa de NEEEEW YOOORK conversam e discutem sobre sitcoms favoritas.

Vamos ver hoje quem não tem noção de numeração, quem é fã de Sienfeld, qual sitcom brasileiro começou em uma promoção e qual (apesar de ser da plin-plin) segue o padrão das americanas, quão divertido pode ser assistir sitcons e saiba qual é a primeira promoção do omegacast Ω.

Contatos:

Fazer reclamações, xingar a gente, falar nossas xxx, comentem ou mandem e-mail para omegacast@gmail.com. Para mensagens de voz, é só mandar um arquivo de áudio ou adicionar no seu gtalk.

Links:

leitura de emails

Fotos: NES no evento de anime do Wesley [1][2][3]

Veja Também

Videos:

Eu, a patroa e as Crianças [1][2]

Simpsons [1][2][3][4][5]

Everybody Hates Chris [1][2]

Hermes e Renato [1][2][3][4][5]

How i met your mother [1][2]

IT Crowd [1][2][3]

Will and Grace [1][2]

Fresh Prince of Bel Air [1][2][3]

Family Guy [1][mundo FOX Family Guy]

The Office [1][2][3][4]

The big bang theory [1][2][3]

Friends [1]

Os Normais[1][2]

South Park [1][2]

Sienfeld [1][2][3]

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Nihon no Sekai – Projeto Tokusatsu 02 – Super Sentai

23/09/2009

Supersentaiserieslogo

Aew galera, mais uma matéria sobre Tokusatsu mas desta vez falando da querida e amada franquia Super Sentais.

Mas, o que é Super Sentai?

30_sentaiBom, ‘sentai’ é uma palavra de origem militar que quer dizer ‘esquadrão’ e que define a franquia de tokusatsus, onde um grupo com três ou cinco integrantes combate alguma força de conquista ou destruição. Diferentemente como ocorreu com os Kamen Riders, ainda não houve nenhuma pausa nesta franquia por conta deste modelo estar sempre se renovando (colocando elementos novos e tirando elementos mais desconexos da trama).gao-vs-ss

E você se pergunta: como surgiu essa história?

Tudo se inicia em 1975 quando a Toei, ainda em parceria com Shôtarô Ishinomori (sim, o mesmo que criou os Kamen Riders), cria as séries Himitsu Sentai Goranger (um grande sucesso, com 86 episódios exibidos de 1975 a 1977) e JAKQ Dengeki Tai (com somente 35 episódios e finalizando no próprio ano de produção, 1977). Para salvar a Toei do vermelho, foram planejadas novas séries baseadas em personagem da Marvel Comics como o Spiderman, Capitão América (que seria chamado Captain Japan) e Miss Marvel (que seria a Miss America), mas o nome do herói acabou mudando para Battle Japan e foram adicionados mais três personagens: Battle Quenia, Battle Russia e Battle France. Em 1979, foi televisado a série que marca a transição do gênero Sentai para Super Sentai, a chamada Battle Fever J, com o aparecimento de um robô gigante (outra característica dos Super Sentai) chamado Battle Fever Robot. Em 1981, com o surgimento de BOUKENGER1Taiyou Sentai Sun Vulcan foram definidos os padrões básicos da franquia Super Sentai, sendo o primeiro a ter 3 integrantes. Dengeki Sentai Changeman foi o primeiro a apresentar uma vendeta entre um dos vilões e um dos integrantes, bem como a introdução da junção de armas para formar uma ainda mais poderosa. Kyoryu Sentai Zyuranger foi o primeiro a adicionar um sexto integrante no meio da série, e assim por diante. Mas toda essa história gerou uma pequena polêmica. Devido a direitos autorais, nas primeiras listas oficiais de Super Sentais, as séries Goranger e JAKQ não constavam e só foram incluídas depois 1995 (possivelmente para antecipar a comemorações de Vigésimo Super Sentai).

As comemorações de especiais passaram a ser mais significativas a partir do vigésimo quinto Super Sentai e, a cada VCD_Super_Sentai_Magi_Moviecinco anos, é feita uma nova comemoração. Em 2001, com Hyakujuu Sentai Goranger, houve um filme que reuniu atores originais de vários Super Sentais antigos  e contou até mesmo com a aparição das naves e robôs gigantes para derrotar o monstro do filme (para um tokufan, isso é muito emocionante). A última comemoração foi a do trigésimo Super Sentai, em 2006, com o filme Gougou Sentai Boukenger (na minha opinião não foi tão bom). E ainda existiam alguns crossovers em alguns filmes.

Outra das principais características dos Super Sentais é que eles são os voltados ao público infanto-juvenil. Não deixam de ter boas histórias e, em alguns casos, abordam até aspectos mais dramáticos (com mortes no meio da série, por exemplo).

Uma curiosidade é que, inicialmente, desde Battle Fever J até Taiyou Sentai Sun Vulcan os contratos com os atores eram semestrais por isso às vezes ocorriam trocas de atores ocasionais além de mortes de personagens nas histórias. Isso era feito devido ao receio do estúdio de que a série não fizesse tanto sucesso e, assim, ela poderia ser cancelada ImgCat12650v2sem quebra de contrato (como ocorreu com Yuki Yajima que quebrou seu contrato e causou a morte súbita da personagem Yellow Four em Bioman no episódio 10).

E passou algum no Brasil?

No Brasil, na querida e saudosa Rede Manchete, veio em 1988 o Esquadrão Relâmpago Changeman que, junto com Jaspion, fez um enorme sucesso e abriu as portas para, em 1989, chegar aqui o Comando Estelar Flashman, outro grande sucesso. Em 1990, a Rede Bandeirante traz Gigantes Guerreiros Goggle V (mesmo a série sendo de 1982) que, apesar de não ser tão aclamado, corrobora para a transmissão, em 1991, de Defensores da Luz Maskman (também outro fracasso) e aqui sendo o último Super Sentai trazido originalmente para terras tupiniquins (mas não o último Tokusatsu).1

Mas, e os Power Rangers?

www.brickshelf.com_gallery_Arcibiblioteuthis_Decals_Power-Rangers_1mmpr.jpg_SPLASHComeçando a história em 1992, uma empresa chamada Saban Entertainment (que comprou os direitos de distribuição no ocidente das franquias da Toei Company) reformula as séries usando as cenas de luta originais com atores americanos e criando a “franquia” Power Rangers. A sua primeira “fase”, chamada  Mighty Morphin Power Ranger, inicialmente era baseada em Kyoryu Sentai Zyuranger, mas em seguida usou alguns elementos da Gosei Sentai Dairanger como o Ranger Banco e os robôs (e fazem o mesmo mais tarde com Ninja Sentai Kakurange), chegando a ter cerca de 155 episódios. Nos anos seguintes, os Rangers somente foram adaptados aos temas dos Sentais formando os mais variados tipos de Power Rangers que existem hoje em dia. Desde 2003, a Saban Entertainment pertence a Disney, mas este contrato não impede a distribuição dos Sentais originais no ocidente (pagando os devidos direitos de exibição, logicamente) apesar de os direitos de exibição dos Power Ranger serem mais baratos.

Os roteiros adaptados dos Power Rangers geralmente ficam infantilizados e americanizados demais, perdendo muito PowerRangersDinoPosterdos originais (normalmente muito bons). Mas temos que concordar que, mesmos as histórias de Super Sentais sendo boas, elas contém muitos elementos da cultura japonesa (na sua maioria, não muito bem entendida pela população geral como um todo, principalmente na terrinha do tio Sam), o que não justificaria o investimento e poderia causar problemas principalmente com o clube das tias solteiras desocupadas. Mas, para os fãs, é mais fácil buscar o original já que é quase impossível atualmente um Super Sentai chegar no ocidente sem ser na forma de Power Ranger.

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Vídeos:

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Vejo vocês na próxima.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Super_Sentai

http://www.tokubrasil.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=90:sexto-membro-3-e-pouco-5-e-bom-6-e-mais-legal&catid=58:materias&Itemid=72

http://tokusatsu.com.br/materias/2007/08/1908_sextomembro/m190807_sextomembro.htm

http://www.tokubrasil.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=475:goranger-e-jakq-super-sentais-ou-nao-eis-a-questao&catid=58:materias&Itemid=72

http://www.tokubrasil.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=567:power-rangers-o-inicio-das-adaptacoes&catid=58:materias&Itemid=72

http://tokusatsu.com.br/materias/2007/09/1409_supertrios/m140907_supertrio.htm


Nihon no Sekai – Samurai X

15/09/2009

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Olá pessoas, aqui é o Wesley Pires com mais uma matéria no Nihon no Sekai. Vou falar a respeito de uma série que foi a porta de entrada para o meu gosto por mangás aumentar, além de ser a minha principal influência quando comecei a desenhar, que é Samurai X.

Acredite, você verá muito essa palavra

Acredite, você verá muito essa palavra

Samurai X (Rurouni Kenshin, no original) foi criado por Nobuhiro Watsuki e começou a ser publicado em 1994 pela Shonen Jump. Porém, antes de começar a publicação, Watsuki havia mandado outros Oneshots (pequenas histórias) para a Shonen Jump, mostrando alguns personagens que seriam conhecidos posteriormente em sua obra principal. Em 1996, o anime começou a ser transmitido, tendo em vista o enorme sucesso do mangá, totalizando 96 episódios e chegando ao Brasil em 1999.

"É hora de lutar!"

"É hora de lutar!"

A história foca no personagem Kenshin Himura, um andarilho que leva consigo uma espada de lâmina invertida (“Sakabatou”, no japonês) e um passado cheio de sangue. Durante o período conhecido como Bakumatsu (ou “Final do Shogunato”) Kenshin era conhecido como “Battousai, o Retalhador” e trabalhava em favor dos monarquistas para trazer uma nova era ao Japão. Essa nova era veio e, junto com ela, veio a promessa de Kenshin de nunca mais matar. Durante 10 anos, Kenshin vagou pelo Japão escondendo sua identidade como Battousai até chegar ao Dojo Kamiya, comandado pela mestra substituta Kaoru Kamiya. A partir deste encontro, vários outros personagens cativantes e peculiares aparecem no decorrer da história, citarei alguns:

Yahiko Myoujin: Um trombadinha encontrado por Kenshin e Kaoru, que acaba se tornando o único aluno do Dojo Kamiya. Descendente de uma família de ex-samurais, Yahiko tem um senso de justiça incomum para a sua idade e ganha rapidamente habilidades no kenjutsu, apesar de ser boca suja e desrespeitoso com os adultos. Só para constar, é meu personagem favorito.

Sanosuke Sagara: O primeiro adversário forte que Kenshin enfrenta no mangá. Sanosuke luta contra Kenshin com uma Zanbatou (“Espada que corta cavalos”, por conta do seu imenso tamanho) mas, ao ser derrotado, luta de mãos vazias, sendo um perito em brigas. Uma característica notável é o ideograma que ele carrega em suas costas, simbolizando o “mal”. É frequentemente chamado de “Crista de Galo”, em virtude do formato do seu cabelo.

Megumi Takani: Médica que acaba sendo salva por Kenshin e Sanosuke, após ser perseguida por capangas do Kanryuu Takeda (um traficante de drogas que fazia Megumi fabricar ópio). Acaba residindo no consultório do Dr. Oguni tratando os constantes ferimentos dos personagens. É sempre associada como uma “raposa”.

Aoshi Shinomori: Líder da Oniwabanshuu, chamado de Okashira. Estava aliado a Kanryuu Takeda até ter os membros mortos por Kanryuu e ter perdido para Kenshin. Após lutar mais uma vez contra Kenshin na base de Makoto Shishio, Aoshi se alia a ele.

Hajime Saitou: Durante o Bakumatsu, foi o Capitão da Terceira Divisão do Shinsengumi, uma tropa que tinha a função de conter os ataques por parte dos monarquistas. Lutou por várias vezes contra Kenshin enquanto ele era Battousai, até que veio a Era Meiji e ele reaparece como o policial Gorou Fujita, sendo um tipo de antagonista na série e não se aliando a ninguém.

Alguns dos personagens

Alguns dos personagens

Há outros personagens com suas peculiaridades porém deixarei que vejam por si mesmos, senão esta coluna vai longe.

No mangá, a série foi dividida em 3 partes, somando algumas sagas pequenas: Saga da Oniwabanshuu, Saga do Shishio e a Juppongatana e a Saga da Justiça dos Homens, que foi excluída do anime, dando lugar à Saga dos Cristãos, com Shougo Amakusa. A Saga da Justiça dos Homens (“Jinchuu” no original) conta a história de Enishi Yukishiro, irmão mais novo de Tomoe Yukishiro/Himura, esposa de Kenshin. Na minha opinião, a melhor saga do mangá. Watsuki, no decorrer da série, tem uma melhora incrível em seu traço, como podemos ver abaixo:

Antes e Depois

Antes e Depois

O mangá foi trazido para o Brasil pela JBC em 2001 e eu posso dizer que tenho todos os mangás lançados e não vendo nem sob tortura. Para os que gostam de cenas de lutas bem feitas, espadas, Japão Feudal, muito humor e até mesmo um romance, Samurai X é O mangá.

E só para constar, “oro” significa “hã?”, “hein?”, “como?” e outras variantes que expressam dúvida.